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E cá vamos nós...

Domingo. 8 da manhã. Palavrões em catadupa passam pela minha mente. Mas como sou uma Mãe querida não verbalizo,
só sorrio. Mas um sorriso tão amarelo senhores....

Já a cria, está na boa...






mags

Não podem dizer que não faço um esforço....

Esta frase é bonita. E é uma verdade.
Filhos, favor nao esquecer que mamãe faz muitos sacrifícios para estar presente na vossa vida, tipo LEVANTAR-ME DE MADRUGADA E PASSAR OS FINS DE SEMANA EM JOGOS DE FUTEBOL, AO FRIO E À CHUVA.

Solicito desde já que mais tarde tenham isso em consideração. Agradecida.

Mãe sofre!

Hoje fomos todos, os cá de casa, ver a cria mais pequena jogar na Academia do Sporting, em Alcochete.
Estava uma tarde pouco agradável, que é como quem diz, um frio do catano e uma ventaneira que só visto.
Passei a tarde de echarpe na cabeça (tipo mulher chique de filme mas por questões totalmente alheias ao "estilo" pois a ideia era proteger os ouvidos do frio e do vento), com as pontas da dita enfiadas nos bolsos do casaco (para os vizinhos das cadeiras de cima, de baixo e de lado não serem violentamente agredidos, que era o que aconteceria se as pontas da echarpe andassem ali ao sabor do vento) e bem agarrada às laterais do assento (pois um momento de distracção levar-me-ia a voar até ao Samouco em menos de um ai).

Agora vou ali fumar um cigarro à varanda (agarrada ao corrimão, claro está, que a ventaneira não abrandou e aqui para os meus lados está ao rubro e agora não estou numa de ir a voar até Caneças) e preparar-me psicologicamente para amanhã, domingo, dia do descanso, levantar o esqueleto da cama às 07 da matina, que a cria mais velha tem jogo lá para os lados de Porto Salvo e a concentração no local é às 08h20. Exacto, é esse palavrão e mais alguns....

E como eu sou a minha prioridade...

.... hoje já nao trabalho mais! Vou-me embora do escritório, neste preciso momento.
Previlegios de quem trabalha por conta própria.

Pequeno detalhe: são 20h41...


mags

Estava capaz de apostar a minha fortuna (?)....

.... em como o Isaltino passa o Dia da Liberdade em liberdade.

Ou será que é desta que se acaba esta brincadeira de policias, juízes e recursos?



mags

Será possível?

Num serviço publico estão duas pessoas a atender.
Existe um letreiro a dizer "Fila Única".
Estão 20 pessoas em fila, no meio dos dois balcões.
Não há, naquele espaço físico, qualquer outra fila ou mesmo qualquer outra concentração de pessoas.
Chega uma senhora e pergunta à ultima pessoa da fila "A fila para ser atendida é aqui?". A ultima pessoa da fila confirma, que sim, que é ali.
Ainda baralhada, a senhora volta à carga :" E a senhora, está na fila?". A outra, meia aparvalhada, coitada, confirma.

Se me tivesse perguntado a mim talvez lhe tivesse respondido que não, que apenas estava de passagem e tinha parado a observar a cor das unhas daquelas pessoas que estavam ali, paradas em frente a uma placa que tinha escrito "Fila única" a fazer sabe-se lá o quê....

Ele há gente que parece que anda a dormir. Ou que anda mesmo....

mags

Mentalização.

Eu sou a minha prioridade. Eu sou a minha prioridade. Eu sou a minha prioridade. Eu sou a minha prioridade. Eu sou a minha prioridade.Eu sou a minha prioridade.Eu sou a minha prioridade.Eu sou a minha prioridade.Eu sou a minha prioridade.Eu sou a minha prioridade.Eu sou a minha prioridade.

Porra, que ainda agora comecei e já estou farta.

Agora é que é.

Voltei ao ginásio. Não ao mesmo ginásio mas a outro, um low cost que abriu aqui ao pé de casa. Assim com'a assim os meus hábitos de ida ao ginásio são tão pouco enraizados e normalmente vou lá tão poucas vezes que mais vale pagar €28 num low cost com menos comodidades (tipo piscina, sauna e banho turco, que usei meia dúzia de vezes - se tanto- em dois ou três anos em que andei no outro ginásio) do que €60 (preço especial de familia) num XPTO onde raramente vou.
E, deste modo e com este fundamento, mudei.

A primeira vez que fui ao novo ginásio, no feriado da sexta feira santa, ia tendo um piripaque. Parecia um concerto, milhares de gente. Filas para as maquinas todas. Balneários à pinha. Sem secador de cabelo (lá está, low cost).
Pensei sinceramente que era a primeira e a única vez que lá punha os ténis.

Mas decidi dar uma segunda oportunidade à minha decisão. Fui ao hipermercado, comprei um secador de cabelo de viagem de marca branca (low cost, para combinar) e rumei novamente para o Parque da Belavista, perdão, para o ginásio low cost.

Adaptei-me à realidade do dito.
Aos milhares de pessoas que lá estão ao final do dia, com as quais me misturo apenas por instantes pois gosto é de fazer aulas e não tenho grande paciência para maquinas (além de que normalmente vou à hora de almoço e não ao final do dia, em que tenho as crias e os seus treinos de futebol e o camandro).
Ao facto de ter que marcar aulas pela internet logo de manha, sob pena de só ter vaga de houver desistências. Se as pessoas tiverem o civismo de ir à net desmarcar as aulas que marcaram de manhã, claro está.

E tenho lá ido cheia de alma e motivação. Fui ontem ao final do dia. Fui hoje à hora de almoço. A semana passada fui 3 vezes (uma delas no sábado). Na outra fui 2.
E tenho feito umas aulas porreiras, que é o que se pretende. Isso e perder barriga, coxas, celulite e gordura localizada. Esta parte ainda não se deu mas tenho esperança.

De pincher a pastor alemão, vão ver.

Tenho andado ausente, é verdade.
Sei que têm sentido a minha falta, e compreendo: eu também tenho sentido a minha falta!
No meio de tanto trabalho (cada vez trabalho mais para ganhar menos, que é como quem diz trabalho o dobro para ganhar metade), treinos e jogos de futebol da criançada, idas ao supermercado, tarefas e rotinas do dia-a-dia, perdi-me e tenho-me vindo a esquecer-me de mim. Aos poucos. Devagarinho. Mas bem vistas as coisas, de forma assustadoramente flagrante. De forma preocupante. Já nem me lembro bem das ultimas vezes em que fiz aquilo que realmente me apetece e gosto, o que me dá na real gana.

Mas o primeiro passo é reconhecer o problema. E esse já reconheci. Estou com uma vida de merda, o que faz com que esteja de há uns tempos para cá com um feitio impossível e com um humor de cão. De cão sarnento. De cão tipo pincher, daqueles que está sempre a ladrar, num ladrar fininho, irritante à brava. Transformei-me num pincher anão.
Primeiro passo dado com sucesso.

Agora faltam os seguintes. Tenho fé que um destes dias chego a pastor alemão. Calma. Serena. Assertiva. Eficaz. Cheia de mim.

Por incrível que pareça ...

... Ainda estou no Sacavenense, agora já sem sol. E ainda falta um jogo.
Eu não mereço isto, juro que não mereço!


mags

E pronto...

... cá está a Dolores outra vez, na actividade desportiva das suas crias.



O que vale é que está sol, menos mal!
Estou fisicamente no campo do sacavenense mas faz de conta que estou numa esplanada simpática da Expo, que é mesmo aqui ao lado...

E é este o programa dominical...

mags

O que faço eu aqui?

Descobri, pela foto abaixo, que sou metade egípcia e metade romana. Mais propriamente egípcia de um lado e romana de outro.
Uma mulher do mundo, portanto.

E a pergunta inevitável coloca-se: como é que vim parar a esta espécie de país?

É o que dão os desportos radicais...


Acabei de dar um tralho monumental e de ficar com a mão num fanico e a doer-me como o catano. 
E como é que isso aconteceu, perguntam vocês?
Pois que estava deitada no sofá a ler um livro quando o telemóvel, pousado na bancada da cozinha,começou a tocar. Levantei-me apressada e ao "fazer a curva", como estava de meias, escorreguei e esbardalhei-me, caindo acima da mão.
Tenho mas é que deixar -me destas actividades radicais e voltar ao ski...

mags

Vou-te explicar, o energúmeno!

Li agora ESTA noticia. E depois de recuperar da minha perplexidade, vou aqui dizer duas coisinhas ao senhor ministro.

Primeira:
Senhor Ministro, a Malta não precisa de tempo para fazer filhos. Uma qualquer rapidinha resolve o problema. Talvez o senhor nao saiba o que é uma rapidinha, pois é uma besta, mas também não sou eu que lhe vou explicar.
A Malta precisa de tempo, é verdade, para acompanhar o crescimento dos filhos, mas também não será essa falta de tempo a causa principal para a malta "se cortar" nos filhos.
Para ter filhos, senhor ministro, a malta precisa de condições. Condições, tá a ver? Sistema nacional de saúde que funcione e dê resposta adequada e condigna às populações. Sistema educativo que cumpra as suas funções, sem que as pessoas tenham que pagar uma exorbitância em colégios privados para que os seus filhos tenham uma educação e um percurso académico condignos. Condições económico-financeiras decorrentes de um pais em expansão, com um mercado de trabalho aberto e em movimento, com reais perspectivas de progressão e crescimento, sem uma taxa de desemprego galopante e a terrifica possibilidade de, todos os dias, sair de casa como trabalhador activo e voltar a casa como desempregado. Condições, ta a ver?

Segunda: Vá badamerda mais as suas medidas ridículas.

Malditas bolinhas

Uma das acções da reorganização domestica foi encher o puff do quarto de brinquedos com bolinhas de esferovite. O saco das bolinhas era enorme. A abertura do puff para colocar as bolinhas é relativamente pequena (e absolutamente mínima para o tamanho da "boca" do saco). Resultado: inundação de bolinhas na cozinha. Espectacular, portanto!

Alguém sabe quando joga o Real Madrid com o Barça?

A Primavera ainda não se deixou ver mas cá em casa já começámos as remodelações primaveris.
Carradas de tralha porta fora, como sempre. Armários organizados e com espaço livre (por pouco tempo, como sempre, pois rapidamente lá voltaremos a encafuar qualquer coisa).
Banhinho de loja no quarto, com um móvel novo do IKEA com 457 componentes e 3 dias (noites) de montagem (só me fazia lembrar um artigo do Ricardo Araújo Pereira acerca dos moveis da dita insígnia, em que dizia qualquer coisa do género "nao são moveis fáceis de montar mas sim puzzles difíceis de encaixar). E um espelho novo, "de corpo inteiro", que me faz umas pernas altíssimas e delgadas, o que equivale a dizer que não devem ficar espantados quando me virem a sair à rua com umas leggings esterlicadas e com uma t-shirt por cima do umbigo (ou com ambas as peças combinadas) e cheia de banhas e pneus a saltar por todo o lado, pois meus caros, no meu espelho estou uma Kate Moss!
Como tudo se recicla, o espelho que estava na parede do quarto passou para a casa de banho. O que lá estava, que já nos irritava solenemente há 6 anos (que nos primeiros dois tudo é perfeito na casa nova), foi com o caraito.
Na casa de banho também um refresh: o espelho reaproveitado, móvel novo (do Ikea, e, logo, montado 3 vezes até contemplar todas as peças e ter todos os componentes no sítio certo), puxadores do armário novos.
Quarto dos brinquedos, tudo mudado de sítio, cangalhada de três em pipa para o lixo (só em raios de brindes do Happy Meal encafuados em tudo quanto era armário, gaveta, nicho ou buraco foram sacos...), nova escolha de brinquedos.
Como as iniciativas foram do homem cá da casa, foi tudo a andar com guia de marcha (eu cá sou mais contida na "limpeza", não vá dar-se o caso de vir a usar, um dia, uma camisola que comprei ha 10 anos e não visto há 8 ou de dar uso a um creme de corpo que trouxe de um hotel onde passei ferias há 4 anos...nunca se sabe).
E como o mal é começar, uma serie de outras ideias já estão a ser fermentadas. Devo até dizer que por vontade do meu homem amanha tinha uma casa nova!

Agora sim, é que devia haver uma catrefada de jogos do Real Madrid - Barcelona, para ver se desviava a atenção dos remodelings!

Ainda estou abananada

Hoje fui ao supermercado e, entre outras compras, fui comprar um peixinho.
Comprei 3 peixinhos para fazer no forno, cujo nome não me lembro mas que são pequenotes e cor de laranja.
A senhora arranjou o peixinho, embalou o peixinho, pesou o peixinho.
E eu continuei as minhas compras, com o peixinho no carrinho, toda contentinha.

Quando cheguei à caixa e a etiqueta do cabrão do peixinho passa na dita, eis senão quando vejo o preço do peixinho. €38 de peixinho. 3 peixinhos. 1 refeição para os 4 cá de casa. €38.

Fiquei chocada. Como é que 3 peixinhos custam €38? Peixinhos crus, ainda tenho que os cozinhar, pagar o gás, usar a minha agua para a lavar a louça onde cozinho o peixinho. Independentemente de poder ou não pagar o peixinho, o certo é que €38 por 3 peixinhos é um abuso, um crime até.
3 peixinhos, 1 refeição, pelas minas contas rápidas e de pessoa de letras, cerca de 8% do salário mínimo nacional.
Amanhã faço peixe no forno. Depois de amanha souflé de espinhas.

E ainda....

... apanhei uma puta de uma constipação com o frio que se fazia sentir lá no sitio das minhas "férias" (nevou durante os primeiros dias e estava um frio do catano) que me deixou com ranho do pescoço até à testa! Ainda hoje, cada vez que me assoo apitam-me os ouvidos, o que é bom....

Para juntar à festa, tenho uma risca bronzeada entre o cimo da testa (onde acaba o capacete) e o meio da testa (onde começam os óculos) e depois um escaldão no nariz, acentuado pelo vermelhão decorrente de me estar sempre a assoar.

Para lá de espectacular!

Férias, puff!!

Estive na minha já tradicional semana de férias na neve. Se é que se pode chamar férias a isto...

Na verdade, quando pensamos em ferias pensamos em descanso, relax, despreocupação, enfim, esse tipo de conceitos que associamos à boa vida e ao retemperar de energias.
No entanto, quando faço um flash back da minha semana "de férias", o que é que vejo, o quê?? Tudo menos o que faz parte do conceito de ferias. Pelo menos do meu.
Senão vejam comigo.

Pré Partida - Devido a uma situação urgente surgida às 18h da véspera da partida, aqui a Mags esteve até às 3 da manha a estudar o regime geral das edificações urbanas, designadamente o regime do PIP (pedido de informação prévia) por forma a fazer, durante o fim de semana (os primeiros 2 dias das ferias, portanto) um parecer sobre o dito tema. Pelo meio, entre a hora a que chegou a casa e a hora em que começou o estudo, a Mags fez as malas (tentando meter o Rossio na Betesga) e foi apagar o bolo de aniversario da filha de uns amigos, que fazia anos nesse dia.

Partida - Na partida para as "ferias" alta discussão conjugal decorrente do facto de estar nos planos dos organizadores de viaturas (nos quais se incluía o pai dos filhos da Mags) levar as crias da Mags num só lugar  de passageiro e ao lado de malas enormes empilhadas umas em cima das outras, no lugar de 2 bancos rebatidos. Sem cadeirinhas. Os dois sentados num só lugar. Com malas empilhadas ao lado, sujeitos a numa curva mais brusca ficarem esmigalhados entre as ditas e o vidro da janela. Pequeno pormenor, a viagem era para Andorra, Ou seja, só 1200 km. Um instantinho, portanto. Escusado será dizer que quando a Mags chegou ao carro se passou e teve um ataque de histeria (seria possível que apenas a Mags visse a impossibilidade da solução "pensada" e implementada ???), a que se seguiu uma discussão conjugal em altos berros, à porta de casa, com os transeuntes estupefactos com o espectáculo a que assistiam. E que deviam ter agradecido, aliás, porque nos tempos que correm espectáculos gratuitos não acontecem todos os dias.

Até aqui tudo menos mal pois as partidas para ferias e o primeiro dia das ditas são sempre atribulados, com grande tensão nervosa e muita berraria. Pelo menos cá no agregado. Mas admito que desta feita estivemos no nosso melhor.

Depois de arranjarmos outra solução (obviamente), lá seguimos viagem, dormimos uma noite em Lleida (onde a Mags esteve até às 3h30 da manha a fazer o tal parecer juridico)  e chegámos ao destino no dia seguinte. Com duas noites a dormir 5 horas, a Mags já estava de rastos. E ainda as "férias" não haviam começado...

As "ferias" - 5 dias alternando entre tromba enfiada na neve e pernas para o ar na neve. Sempre no chão. Sempre a esquiar pior do que no dia anterior. Aqui a Mags não nasceu para o ski, essa é que é essa! Quando a Mags vê as inclinações, com neve de perder de vista em baixo, em cima, ao lado, a Mags é assolada por uma onda de terror e dá-se-lhe uma súbita paragem cerebral que a faz esquecer tudo o que pensava já ter aprendido e assimilado.

Quedas a registar, porque mais espectaculares do que todas as outras:
- uma em que a Mags desce tranquilamente (e devagar) uma pista com alguma (MUITA) inclinação quando é abalroada por um snowboarder, que a leva em cima dele durante uns valentes metros até pararem no meio da pista (muito inclinada);
- após parar a viagem de boleia acima descrita, a Mags está durante 10 minutos a tentar colocar os skis nos pés (ou os pés nos skis), no meio da pista inclinada e quando consegue lá segue viagem; a Mags acaba de descer a pista e inicia uma recta a alta velocidade quando, do nada, sozinha, se esbardana e dá duas cambalhotas no ar. Skis para um lado, batones para o outro, Mags estatelada no chão toda torcida. Até o professor tirou os skis e veio a correr ver se a Mags estava viva. E estava, para surpresa da propria Mags;
- Mags subia uma pista no puxa-rabos (daqueles rápidos e que exigem alguma força no agarrar do ferro) quando decide, pasme-se, ver as horas. Mags esbardana-se no chão e tem que se desviar para a berma para não levar com o passageiro do puxa-rabos seguinte em cima. Mags levanta-se, olha para cima, olha para baixo e vê que está no meio da pista, pelo que tem duas hipóteses: ou descalça os skis e vai a pé até ao cimo da pista ou mantém os skis e desce a esquiar pelo carreirinho ao lado do puxa-rabos. Mags opta pela segunda hipótese. Mags inicia a descida. Mas o caminho é estreito e inclinado, pelo que Mags não consegue fazer paralelos (por falta de largura do caminho) nem tão pouco ir em cunha decente. Conclusão: Mags ganha uma velocidade impressionante, desce o caminho a abrir e quando chega cá abaixo, adivinhem o que acontece, Mags esbardana-se no chão, aos pés dos senhores que  estão no inicio do puxa-rabos a orientar as operações. Um dos senhores ralha com a Mags pela velocidade. Mags manda-o bardamerda, pois se tivesse conseguido parar não se tinha esbardanado, NÃO É OBVIO???!!!

O regresso das "ferias" - Vimos embora, trá-lá-lá, finalmente. Fazemos a viagem e decidimos parar em Elvas para jantar. Entramos em Elvas. Chegamos à primeira rotunda de Elvas. A embriagem da viatura onde seguimos falece. Ficamos empanados. Chamamos o reboque e vamos a reboque até ao restaurante, onde pomos as 765 malas no outro carro que ia connosco. Jantamos. Vem o taxi do seguro. Arrumamos novamente as 765 malas no taxi e vimos para Lisboa. Com duas pessoas no lugar de uma só, com malas empilhadas ao lado, no lugar do banco rebatido (é o destino), que o motorista do taxi representava um passageiro extra e, desse modo, lixou-nos a organização. Chegámos a casa às tantas. Mas comemos uma mariscada no Cristos, valha-nos isso.

Em que é que isto soa a férias e aos conceitos a elas associados, podem esclarecer a Mags????? Bem me parecia...

Leituras

Decidi que este ano ia dedicar mais tempo à leitura, actividade de que gosto muito mas que, por falta de tempo e de paciência, exerço maioritariamente nas ferias.
E, pasme-se, tenho conseguido dedicar parte do meu tempo de lazer à leitura. Como? Vendo pouca televisão.

Eis os livros que li este ano.

Órfãos da Idade

Uma reportagem que passou hoje na TVI e que me deixou (a mim a a qualquer ser com um mínimo de humanidade) completamente arrepiada, chocada, enojada, comovida.
Uma imagem deste triste Portugal.
Eu cá não acredito em Deus mas só me ocorre dizer " Que Deus me livre". Ou pelo menos que me dê a capacidade para acabar com a minha vida antes de chegar a isto. E quando digo chegar a isto digo estar eu nas condições em que se encontram milhares de idosos neste país ou dos filhos e familiares que não encontram alternativas para os seus idosos. Sim, porque aos muitos que se estão nas tintas se juntarão certamente muitos outros que não se estando a borrifar para os seus, nao encontram qualquer outra alternativa que não esta, nestas condições.
Deus me livre. E Deus vos livre também.

Para ver AQUI.

Fo%^-se!

Como já aqui deixei perceber, os meus filhos jogam futebol.
O mais velho na competição.
Treinos 3 vezes por semana.
Jogo de campeonato ao sábado de manha (normalmente com concentração uma hora antes do jogo, ou seja, normalmente com concentração às 08h30 da manhã, às vezes a 30 ou 40 km de casa), todos os sábados.
Jogo da Liga Tuguinhas ao sábado à tarde, de 15 em 15 dias.
Como nao bastasse, daqui a 2 semanas começará um torneio que se prolongará até Junho, todos os domingos.

Meus senhores do futebol, vou explicar. Nós gostamos do nosso filho. Queremos que ele pratique desporto, cresça saudável, aprenda a ser um homenzinho e a ter espirito de equipa e de sacrifício.
Mas PORRA, é preciso isto tudo? Temos mesmo que deixar de ter uma vida? Temos mesmo que passar a porra do fim de semana a correr entre jogos, a fazer e desfazer mochilas, a substituir equipamentos e toalhas de banho e o diabo a quatro? A não poder fazer mais merda nenhuma porque o menino tem jogo e não pode faltar, porque é importante promover o espirito de responsabilidade e o caraito???
Será que dá para ser uma coisa mais leve, que nos deixe mais tempo para fazer outras coisas que também são importantes? Ou para ficar em casa, simplesmente? É que assim nem dá tempo para secar os equipamentos...
E mais, como se nao bastasse ainda pagamos €40 por mês para andar nesta lufa lufa, sem falar nos kilometros que fazemos para cumprir esta odisseia!

Por este andar (e com a tendência a piorar que se adivinha) mais vale transformar isso em internato e a malta vai buscar os putos à segunda e à quarta feira, únicos dias de descanso.... assim como'assim escusamos de andar a correr para os ir pôr e buscar aos treinos e aos jogos e aos torneios.
Tenham dó, existem mais pessoas nesta casa! E essas pessoas gostavam de ter uma vida de lazer ao fim de semana. Pode ser? Só um bocadinho?

Nem quero pensar se o mais novo também for chamado para estas lides.... Demito-me, está decidido! Tirar os meninos do futebol é que não, que eles ficam traumatizados.
Fo%^-se!


Ofereço

Ofereço virose, com tudo o que a mesma traz associado (vomitado, caganeira, falta de força e cabeça vazia).
Não se acanhem!


mags

Arrumações de Inverno

Hoje foi dia de arrumações no quarto de dormir dos meus filhos. Tirei tudo dos armários, arrumei e reorganizei, separei o que já não serve, o que já não gosto, o que já não está cá a fazer nada.
E como sempre acontece de cada vez que me dedico a esta tarefa, acabo sempre com sacadas de coisas para deitar fora e para dar. Nem percebo bem como é que isto pode ser, já que me dedico a esta tarefa com alguma regularidade.

No próximo fim de semana vou ganhar coragem e vou atacar o quarto de brinquedos. E tanta coisa que vai a andar, nem os meus filhos imaginam....
Apesar de passar a vida a fazer escolhas de brinquedos e a dar sacos e sacos deles, o facto é que cá em casa os brinquedos parecem cogumelos, aparecem por todo o lado, crescem a uma velocidade espantosa.
E a grande maioria deles só estão a ocupar espaço, pois os meus filhos, no pouco tempo que estão em casa, brincam sempre com as mesmas coisas: jogam Play Station, jogam à bola, andam à porrada em cima do sofá, brincam com os Beyblades, andam à porrada no hall, jogam à bola, andam à porrada em cima da cama....

Vou, portanto, fazer nova escolha de brinquedos mas desta vez vou ganhar coragem e vou centrar-me naqueles objectos que tento sempre evitar nestas lides, que estão encafuados em 2 ou 3 gavetões e que só servem para contribuir para a desarrumação do quarto de brinquedos. Falo das cartas, cartinhas, cãezinhos, bonequinhos do MacDonalds, bolinhas, fitinhas, bolsinhas, bonequinhos...
A minha vontade, já que querem saber, era arranjar um saco bem grande e despejar para lá os gavetões em causa, sem sequer fazer escolha. Mas talvez seja melhor não até porque naquela balbúrdia que sao os gavetões em causa é capaz de haver algumas coisas de que os miúdos gostam mesmo ou que sao parte integrante de um brinquedo que sem elas não funcionam....mas que me apetecia lá isso apetecia!

Durante esta semana tenho que me abastecer de sacos e caixotes, para pôr a mercadoria que vai para outra freguesia.

O maravilhoso mundo da maternidade

Esta noite, por volta das 02 h da madrugada, o Martim vomitou na cama. Chamou-me a chorar. Lavei-o, mudei-lhe o pijama, fiz a cama de lavado, deitei-o e voltei para a cama.
Entretanto despertei e estive mais de uma hora às voltas, até que adormeci,

Por volta das 05h da manha, o Martim chamou-me a chorar. Levantei-me. Fui lá. Tinha-se cagado todo. Podia dizer que ele tinha feito cócó ou que se tinha descuidado e borrado um bocadinho. Mas não estaria a ser verdadeira porque efectivamente o que aconteceu foi que ele se cagou todo. Não sei como nem porquê, não sei se estava a sonhar, o que sei é que aquela merda era bem real.
Bem sei que não é bonito de se dizer que a criança se cagou mas acreditem que é bem pior de se ver. E de se cheirar. E de se limpar.
Em resumo, era uma bosta empapada desde o umbigo até aos joelhos. Era merda por todo o lado, um fedor de fugir. Quase a vomitar, meti-o na banheira, tirei-lhe o pijama, dei-lhe banho, fiz a cama de lavado, passei o pijama por água para tirar "a maior", pus tudo na maquina. Isto sempre intervalado com vómitos e palavrões.

Não é maravilhosa, a maternidade?

Reformulo....

.... a ideia que transmiti AQUI : afinal mesmo nos dias em que nao grito o Real Madrid joga com o Barcelona.
É uma coisa impressionante!

Animais em pó!

O meu filho Gonçalo hoje saiu da escola com uma garrafa de agua contendo uma espécie de bolas, transparentes, amarelas e brancas. Diz ele que são macaquinhos do mar e que temos que mudar a agua para eles se reproduzirem.
Como nunca tinha ouvido falar de tal coisa, fiz uma pesquisa e constatei que são Sea-Monkeys.
E o que sao Sea-Monkeys? Parece que são animais em pó, isso mesmo, animais em pó.
Mas pelo que li, escaparam ao meu filho as instruções para que os mesmos "surjam", cresçam e se reproduzam. Talvez porque os que ele tem e lhe foram dados por uma coleguinha foram comprados na loja do chinês (ou seja, são da treta)...

Macacos (da selva) me mordam se não vou comprar um kit completo, DESTES, e ver se o pó se transforma mesmo em macaquinhos do mar.
É o meu ideal de animal de estimação: não larga pêlo, não tem que ir à rua e pode ir connosco de ferias sem problema. Perfeito!

E hoje...

... foi dia de Teatro-fórum, tal como tinha dito AQUI.
E acho que correu bem: os miúdos participaram imenso e nós fartámos-nos de rir.

Uma boa ideia da nossa Presidente de Direcção, que os miúdos acolheram muito bem e que criou uma interacção engraçada entre os "actores", os miúdos e a directora.
Eu, enquanto vândala de serviço, levei uns puxões de orelhas da directora e das auxiliares, que foram chamada pelos meninos para resolver a situação, em dois dos desfechos escolhidos pelos meninos.

Ainda ganho um Oscar

Amanha vou estrear-me na arte da representação.
Não, não vou fazer uma novela da TVI.
Não, não vou participar num anuncio publicitário.
Não, não fui escolhida num casting para um filme internacional nem tão pouco para uma produção lusa.
Vou, sim, participar numa representação de teatro-fórum, a realizar pela Associação de Pais da escola dos meus filhos (e de cuja Direcção faço parte ) nas duas escolas de 1ciclo que fazem parte do Agrupamento.

E em que consiste isso, perguntam-me vocês ( e muito bem)?
O teatro consiste em recriar uma cena de bulling, em que 3 agressores abordam uma vitima que brinca sozinho (um gordinho na representação da manha e um caixa-de-óculos na representação da tarde), chamando -lhe nomes, gozando com ele e roubando -lhe o seu Beyblade.
Ao mesmo tempo 4 espectadores assistem à agressão sem nada fazerem para a parar, não obstante alguns deles discordarem da atitude dos agressores.
Enquanto a representação decorre, o narrador/facilitador vai explicando e a determinada altura paramos todos enquanto os alunos são chamados a pronunciar-se, dizendo se concordam com a postura dos espectadores ou se acham que deviam fazer alguma coisa e, em caso afirmativo, o quê. Após as sugestões, os alunos serão chamados a participar activamente na representação, que decorrerá conforme o desfecho que os alunos escolherem.

A ideia é sensibilizar alunos e professores para este tema do bulling e da violência escolar, transmitir aos alunos que devem ter um grupo de amigos e defender os seus amigos e mostrar-lhes que ficar a ver sem nada fazer só porque não é com eles é tão cobarde como agredir os mais fracos e desprotegidos.

Adivinhem lá qual é o meu papel? Uma dica: uso lentes de contacto, apesar de já ter sido mais magra ainda não posso ser considerada anafada e ficar a ver na plateia não é, como sabem os que me conhecem, meu timbre.
Exacto, serei uma agressora.
E a quantidade de calduços que os pobres do gordo e do caixa-de-óculos levaram hoje no ensaio, coitadinhos! Desconfio até que encarnei tão bem a coisa que é desta que os meus filhos vão andar na linha comigo, finalmente....

Amanha conto a reacção dos meninos.

Acontecimentos rotineiros do meu lar

Os gritos logo pela manhã (os meus, claro está).
A desorganização e desarrumação da minha casa, quando a minha Elisa não vem.
Os gritos ao final da tarde (os da de sempre, eu própria, pois claro).
O jantar mal amanhado (quando sou eu a cozinhá-lo).
A televisão sintonizada num jogo do Real Madrid vs Barcelona (será possível que estas duas equipas passem a vida a disputar jogos entre si??!!!).

E pronto, é isto ...

Dava-me jeito...

... que esta semana tivesse 10 dias e os dias desta semana tivessem 36 horas.
E que os miúdos ficassem na escola mais 5 ou 6 horas em cada dia. E que o meu telemóvel avariasse. E o telefone do escritorio também. E o email só funcionasse na funcionalidade envio.

Se assim fosse era bem capaz de pôr o trabalho em dia. Ou quase.

Mais valia....

Há seis anos acordei de manhã, fui para a maternidade, passei o dia a contorcer-me, a vomitar e quase a ter um fanico, e por volta das 22h pus no mundo um bebe lindo.
Em suma, tive um dia lixado e no fim recebi uma recompensa das boas. Uma prenda chamada Martim.

Ontem, seis anos depois, levantei-me às 8h15, atrasada (o despertador não tocou, ou pelo menos eu não o ouvi), tomei banho, vesti-me, arranjei lancheiras, sai de casa com os miúdos, parei o carro ao pé do multibanco para levantar dinheiro para pagar o bolo, o multibanco não tinha dinheiro, entrei no carro, parei noutro multibanco, levantei dinheiro, entrei no carro, fui à pastelaria buscar o bolo que o Martim ia levar para a escola, deixei os miúdos e o bolo na escola, fui trabalhar, trabalhei até às 19h30, fui à pastelaria buscar o bolo da noite, fui para casa, dei banho aos miúdos, vesti os miúdos, pus a mesa, recebi 10 pessoas para jantar, depois mais 20 (talvez um pouco mais) para o bolo e a festarola do Martim. Deitei-me às 3 da manha.
E não recebi uma Puta duma prenda....
Eu suma, tive um dia lixado e no fim recebi uma esponja para lavar loiça e uma vassoura para varrer os detritos que ficaram da festa. Bela prenda!

Parabéns Patinho!

Hoje a minha cria mais pequena faz 6 anos.
6 anos, nem acredito!

Parece que ainda foi ontem que o vi pela primeira vez, lindo de morrer, peste desde as primeiras horas de vida...
Nasceu com dia e hora marcada, creio que antes de estar preparado para o efeito e, por isso, veio ao mundo muito contrariado... Pelo menos assim indiciou o mau feitio e a personalidade vincada que desde cedo mostrou. A primeira berraria logo na maternidade. Os sonos de 10 minutos. A teimosia. A grandessissima lata.

É o meu patinho, como carinhosamente lhe chamo e como dengosamente me pede para o chamar. O meu bébé.

6 anos, até me custa a crer....

O ano passado escrevi-te AQUI.
Hoje escrevo-te novamente, para te dar os Parabéns e para dizer que te amo muito, que quero que sejas muito feliz e tudo farei para que assim seja.
És um menino muito especial, único, esperto como nunca vi, muito à frente em todos os aspectos. E continuas lindo de morrer!

E temos acordo: como me disseste ontem, já fazes 6 anos, já és um crescido, mas não te importas de ser o meu bébé para sempre, se eu assim o quiser. E eu quero.

Fartinha, fartinha, fartinha!

Há dias em que tenho a "ligeira sensação" (para não dizer a certeza) que seria bem mais feliz se não tivesse a profissão que tenho, se não tivesse que aturar todo o santo dia pessoas com a vida virada do avesso e muitas vezes com a cabeça completamente avariada...
Hoje foi um desses dias. Ontem também. E anteontem idem. Está a tornar-se uma rotina, este sentimento de que não me apetecia nada fazer isto que faço....

Já pensei ir vender chuchas para a porta da Maternidade, mas a que fica mais próximo da minha área de residência (a MAC) vai fechar....
Já tentei descortinar um negocio da China (daqueles que me permitissem ganhar bom dinheiro, trabalhando menos do que trabalho e fazendo uma coisa que, contrariamente ao que acontece com a minha actividade profissional, me desse mais prazer do que dores de cabeça), mas parece que esses já nem na própria China se encontram....
Já dei voltas e voltas à cabeça na tentativa de encontrar uma alternativa profissional que me realize, mas não se me ocorre nada....

Resta-me, portanto, continuar neste quase suplicio até ao fim da minha vida activa.... Grande Merda!

Já fui e já vim....

Nestes dias estive onde, onde?
Em Nova Iorque, centro do mundo, ah pois é!

Escusado será dizer que AMEI!
É, de facto, uma grande cidade, enorme, única, com sítios fantásticos, com um ambiente único!
Times Square, 5th Avenue, Central Park, Soho, Madison Avenue, Brodway, MOMA, Metropolitan Museum, Harlem, Rockfeller Center, Estatua da Liberdade, Madison Square Garden, Tao Restaurant, Hotel Waldorf Astoria, tudo, tudo, lindo, fantástico, HUGE!

É como se estivesse num filme, o cenário é o dos filmes que toda a vida vi mas comigo lá. Amei.

Fiz uma das minhas viagens de sonho e as minhas expectativas não saíram goradas. Agora haja saudinha para trabalhar e pagar os cartões de crédito, que se fartaram de trabalhar estes dias, os pobres!

Nestes dias...

Nestes dias em que não tenho vindo aqui, para além de trabalhar como gente grande (o que não é novidade), aconteceu muita coisa.
Essencialmente coisas menos boas, como a morte de uma pessoa muito querida, o facto de o meu filho mais novo ter partido a cabeça enquanto eu estava no velório (o que equivale a dizer que sai do dito para ir com a cria para o hospital), a circunstancia de ter furado um pneu e ter saído da oficina com uma conta simpática porque entretanto o meu bólide estava a precisar de pastilhas de travão, o facto de estar sem televisão desde sexta feira porque a merda da MEO (operadora para a qual mudei ha um mês) perdeu o sinal na minha casa (já corri tudo, vi em todos os recantos, mas nada de sinal) e a merda da assistência técnica da MEO é uma grande merda, enfim, uns dias repletos de coisas boas.

Mas daqui a umas horas vou vingar-me, olaré se não vou!
Depois conto tudo, agora não posso senão ainda enguiça...



mags

Só vos digo...

... Fazer aditamentos a contratos promessa de compra e venda ao serão é ESPECTACULAR.
Vou aproveitar esse programão!

Fui.

mags

Uma pessoa ouve com cada uma...

Hoje, num posto de abastecimento, vulgo bomba de gasolina:

Eu - "Queria factura com número de contribuinte, por favor"

Funcionaria do posto (FP) - "Com certeza, qual é o contribuinte?"

Eu lá disse o número.

FP - "Este número não é válido"

Eu lá repeti o número.

FP- "Pois olhe, este número não é válido"

Eu (que estava bem disposta) - "Então veja lá o Cartão de Cidadão, pode ser que eu esteja a dizer mal..." ( sei o meu NIF de cor desde os 18 anos)

FP (a copiar do Cartão de Cidadão para o sistema informático)- " Pois, mas tem que ir ver o que se passa, que este número não é valido"

Eu (depois de contar até 10) - " Mas olhe que esse é o meu contribuinte desde que tenho 10 anos e até agora nunca tive problemas, pago até muitos impostos com ele por isso deve ser válido...."

FP - " Mas o sistema diz que não por isso deve ter algum problema, deve estar mal no Cartão de Cidadão"

Eu (depois de contar até 100) - " Minha senhora, este é o meu número de contribuinte, sei-o de cor, está no Cartão de Cidadão, é válido e está correcto, o problema deve ser o sistema, não?"

FP (com um ar muito enxaufrado) - "Duvido, mas vou chamar o meu Colega..."

Eu (já a hiperventilar) - "Pois, se calhar é boa ideia..."

E ela foi. E o colega veio. Mas a senhora tinha razão, o problema não era do sistema, ela é que estava a fazer algo errado.

E eu que já estava a redigir mentalmente um requerimento ao chefe do meu serviço de finanças, código 4227, a pedir a restituição de todos os impostos que já paguei...

mags

Decididamente, Yuuuuuupiiiiiii!

Confirma-se, desta vez foi de vez: os pilaretes estão mesmo por todo o lado, à volta de todo o passeio!
Nem estou em mim....


mags

E é isto.

Prazos, reuniões, julgamentos, reuniões, mais julgamentos, prazos, urgências, prazos, reuniões, julgamentos. Trabalhar, trabalhar, trabalhar.
Assim se passam as minhas horas, os meus dias, as minhas semanas....

Este mês, por exemplo, foi basicamente isto que fiz, com pequenos intervalos para comer e dormir. E para ir à casa de banho (nos dois dias que estive com uma infecção urinária activa perdi muito tempo nisto, confesso, as minhas desculpas sentidas).

Ginásio, nada. Lazer, niente. Viagens, nicles. Fins de semana fora, puff. Aboborar no sofá (coisinha tão humilde e singela), querias...

Não é espectacular, a minha vida?

Felizmente vivo em Portugal e o Estado encarrega-se de me levar parte considerável do que ganho (quiça por trabalhar que nem ventoinha em servidor informático) e que a bem dizer não me faz falta para nada porque estou, pasme-se, a trabalhar e não tenho tempo para ir às compras...
Cabrões! Filhos da Puta!

Pronto, era isto...



Mamãe é um amor de pessoa...

... por isso mamãe está há uma hora e meia à espera que acabe a festa de aniversario onde estão os seus filhos.

Mas há boas notícias: a presença no jogo de futebol desta madrugada foi assegurado pelo papai da criança ( que se levantou às 07h da manha para o efeito) e a maquina da loiça está a funcionar, ainda que com solução provisória (na loja do bairro o senhor arranjou um remédio para o problema enquanto a peça definitiva não chega).

Nem tudo sao tragédias minha gente, nem tudo são tragédias ...


mags

Não vale batota!

Resumo do dia da mags:

07h50 - mags acorda, toma banho, sai do banho, acorda um filho (que o outro ficou a dormir na avó), veste-se, faz o pequeno almoço do filho, arranja a lancheira do filho, seca o cabelo, sai de casa com o filho.

08h55 - mags sai de casa em cima da hora mas como a escola é perto consegue deixar o filho às 09h05, apesar de demorar mais a entrar na praceta da escola do que a fazer o percurso casa-escola porque pessoas civilizadas e respeitadoras de terceiros param o carro no meio da estrada à porta da escola, saem do carro, tiram as mochilas das criancinhas dos porta bagagens, fecham os porta bagagens, dão beijinho de bom dia às criancinhas, acompanham as criancinhas mais perto do portão da escola, voltam a entrar no carro, vão-se embora, seguindo--se-lhes, à vez, outras pessoas civilizadas;

09h05 - mags, como não é civilizada, não pára no meio da estrada e estaciona de forma a permitir a normal circulação na via, sai do carro, vai levar o filho à porta da escola e como tem o carro um pouco mais ao lado do portão da escola apanha mais chuva que as pessoas civilizadas acima referidas, chuva miudinha e irritantezinha. mags fica com a neura;

09h50 - depois de tomar o pequeno almoço, mags segue para um cliente onde fica o dia todo e de onde sai às 08h20 da noite; pelo meio, mags almoça com uma amiga (uma coisa boa do dia) e faz uma pausa à tarde numa animada conversa sobre o Rio de Janeiro, conversa em que uma portuguesa a morar no Rio conta as suas experiências na cidade maravilhosa, dá umas pistas sobre o desenrolar da Av. Brasil e fala da visita a Buenos Aires, a Paris parada no tempo.

20h20 - mags sai das instalações do cliente, em Alfragide, e vai a casa (em Odivelas) buscar o marido para o levar ao pé da Assembleia da Republica, com o duplicado da chave da caixa da mota (aquela que faz de porta bagagens) para ver se lá dentro está o duplicado da chave da própria mota pois o original da dita (juntamente com o original da chave da caixa, está bom de ver) ficou dentro do receptáculo existente no banco da mota, que se fechou antes que o marido da mags se lembrasse que tinha pousado a chave lá dentro enquanto procurava qualquer coisa.
De referir que entretanto o marido da mags deixara a mota e fora a casa, de onde lhe ligou cerca de 10 vezes, crê-se que para desabafar o infortúnio, embora as perguntas fossem no sentido do chamamento do dom adivinhatorio de mags. Mas não, mags não fazia a mais pequena ideia de onde estava a chave suplente da mota, não a tirou da caixa de madeira das chaves suplentes, não se lembra se ele a pôs no armário da garagem, não a tirou da mesa de cabeceira, não, mags não sabe nada sobre essa chave, até porque não conduz a mota, nem tem como hobbie arrumar chaves suplentes em sítios esquisitos, mags não consegue ajudar.

21h30 - depois levar o marido de volta à mota e de este lá encontrar o duplicado da chave da mota, ultima esperança antes de chamar o reboque, mags chega a casa, onde estão os seus filhos (a quem a avó levou ao treino e deu jantar), o afilhado e uns amigos que sao também vizinhos do bairro e tinham acabado de chegar para um cafezinho.

22h20 - mags vai buscar jantar à churrasqueira do prédio, janta com seu marido e quando vai pôr a louça na maquina eis que esta está cheia de água e avariada.
Na verdade, depois de o botão de ligar/desligar ter desaparecido sem explicação, a maquina passou a ser ligada com "ligação directa" (dedo directamente na parte interior, que normalmente fica tapada pelo botão) mas passados uns tempos a coisa complicou-se e passou à fase em que a parte interior também já não estava a funcionar bem e precisava do auxilio de uma rolha, para fazer pressão. A rolha lá esteve enfiada durante umas semanas, mas a coisa voltou a complicar-se e desta vez nem a rolha salvou a situação. A máquina faleceu. Cheia de água lá dentro. E não, a casa da mags não é um barraco, a mags é que deixa sempre para o dia seguinte o telefonema para a assistência técnica da marca da máquina, porque basicamente só se lembra do problema quando vai pôr a maquina a lavar, ou seja, à noite, quando a assistência técnica está fechada.

23h00 - depois de os amigos terem ido embora e o afilhado também, os filhos da mags vão deitar-se e o marido da mags vai preparar o saco para o jogo de futebol do filho mais velho, que amanhã tem jogo às 09h da manha mas que tem que estar no sitio do jogo uma hora antes, para a concentração. Como mãe zelosa que é, mags vai atrás a fazer de carro vassoura e ainda bem porque no saco faltavam coisas como chinelos para o banho depois do jogo, toalha de banho, produtos de banho.

23h20 - mags lava a louca toda à mão, sendo que hoje, azar dos azares, as crianças jantaram umas sobras que estavam no frigorifico e resolveram comer sobremesa no prato, recipientes que vieram aumentar a quantidade de louça para lavar. E o que a mags adora lavar tuperwares que contiveram guisados.
Terminada a tarefa da louça, mags tira o rodapé dos armários por forma a limpar a água que entretanto saiu da maquina para debaixo da mesma e dos armários, mags limpa a agua, arruma os brinquedos que as crianças deixaram espalhados na sala, arruma casacos, endireita sofás, passa o swifer no chão da sala.

Quem quiser um dia como este da mags, depois de uma semana a trabalhar como uma mula, ponha o dedo no ar. Só um dedo, não vale batota.

Que esperteza!

A repavimentação de ruas em pleno mês de Janeiro, com o tempo maravilhoso que se tem feito sentir, é de facto uma decisão inteligente.

E mais não digo, senão ainda dizem que sou da oposição ...

mags

Só me apetece ganir

La estive eu no Tribunal, à espera (uma hora e meia) pelo inicio de mais uma sessão do "julgamento do mês" . Lá se fez mais uma sessão.
E eu com uma infecção urinária, que tive que comunicar à Meretissima Juiz, pois cada vez que a testemunha dava lugar a outra lá tinha que eu ir à casa de banho...
Bastante agradável, o meu dia...


mags

Mãe sofre!

Hoje o que me apetecia mesmo era ficar em casa, enrolada numa manta a ler um livro nos intervalos das sestas. Isto, claro, com os miúdos amordaçados e fechados na despensa, única forma de poder concretizar o meu desejado programa dominical atrás mencionado...

Mas não foi assim o meu domingo: saí de casa às 11 da manhã para levar a criançada a uma festa de anos no cinema, dei umas voltas no shopping enquanto esperava que o cinema acabasse, cantei os parabéns à aniversariante, vim embora do shopping, levei os miúdos a outra festa de anos, desta feita no teatro, esperei enquanto decorria o teatro (e aproveitei para comer umas empadinhas, como almoço), fiquei na festa que se seguiu ao teatro, cantei os parabéns à outra aniversariante e finalmente consegui chegar a casa à 19h00.
Esta vida social dos meus filhos impede qualquer vida da minha pessoa, social ou de outra natureza. Entre treinos e jogos de futebol e festas de aniversario é um ver-se-te-avias...

Acho que um destes dias entro em greve, sem pré-aviso nem serviços mínimos. Eles que descontem no ordenado!

mags

É nos dias como o de hoje....

... em que estava um transito infernal ao final da tarde, com filas intermináveis e em todos os acessos a todo o lado, que percebo como sou uma PREVILIGIADA por trabalhar a uma distancia de 5 minutos de casa!
Qualidade de vida é não estar nestes engarrafamentos salvo em casos muito muito excepcionais!

Obrigado Universo!

P.S. - Considerando que neste ano em que apenas passaram 15 dias já agradeci publicamente duas vezes ao Universo, que fique claro que dele espero a devida recompensa. Sugiro até que o primeiro acto do Universo para me retribuir tamanha generosidade e consideração seja o de causar ao Gasparzinho (o palhaço, não o fantasminha) um ataque de sonambulismo que o faça ir a correr teimosamente contra as paredes, portas e moveis por forma a partir a trombinha toda. Eu sentia-me recompensada e palpita-me que não seria a única.

Afinal...

... parece que pararam a meio do passeio pois do lado da entrada da garagem do meu predio ( onde chegam a estar 2 filas de carros estacionados) népias de pilaretes...

Devem ir agora fazer um estudo de mais 8 anos para analisar o impacto dos pilaretes na qualidade dos frangos da churrasqueira!

Já me estava a espantar com tamanha competência, na verdade...

8 anos depois....

... foram colocados pilaretes no passeio à porta de minha casa! YUUUUUUPIIIIIIII!

De referir que a porta do meu prédio fica entre uma churrasqueira e uma farmácia, ambas bastante movimentadas, existindo imediatamente ao lado um café e uma agencia bancaria. Isto equivale a dizer que as viaturas das pessoas humanas civilizadas que habitam e frequentam este subúrbio (algumas deles moradoras do meu prédio e dos prédios circundantes, pasme-se) circulam e estacionam no passeio como se de uma faixa de rodagem se tratasse. Muitas vezes em excesso de velocidade, até...

Desde cedo (há 8 anos, mais coisa menos coisa), quer os moradores (entre os quais eu própria, por diversas vezes) quer a administração de condomínio do meu prédio (pelo menos) expuseram a situação à Camara Municipal de Odivelas, tendo esta edilidade, após uma longa ausência de notícias e um sistemático silencio como resposta às referidas exposições, acabado por responder que estava em estudo técnico a viabilidade de colocação de pilaretes. Sim, porque uma obra publica de tão avultada envergadura (colocação de uma merda de uns pilaretes com menos de 10 cm de diâmetro) é coisa para exigir estudos aprofundados de engenharia civil, abalo sísmico e sobrevivência da fauna e flora envolventes....

Agora, 8 anos depois, parece que o estudo está completo e, ao que parece, os ditos pilaretes não colocam em causa a estabilidade dos prédios, não sao causadores de abalos sísmicos nem contribuirão para a extinção da flora e fauna que prolifera nesta urbe (o que no caso da fauna humana é, em alguns casos uma pena)...
E os pilaretes começaram a ser hoje colocados! Estou que nem posso, de contentamento e êxtase.

Um dia destes sou surpreendida com a limpeza periódica das ruas e o arranjo condigno das zonas verdes! Nesse dia acho que tenho um orgasmo, juro!

Hoje...

...foi dia de julgamento nos Juízos Criminais de Lisboa. Agendado para as 13h30. Iniciado à 15h30. Duas horas depois, portanto.

A senhora Ministra da Justiça diz que agora (desde que ela é ministra, suponho), já não há atrasos nos tribunais portugueses....
Para ela não deve haver atrasos, de facto, uma vez que ela não vai lá....

E é isto...

Ca estou eu, no meu calvário do futebol, e chover a potes....

Nada melhor para acabar uma semana de m€%rda..

Ah, afinal ainda tenho uma Assembleia Geral de Associação de Pais hoje à noite e tenho que trabalhar o fim de semana inteiro...
Quando, por momentos, pensas que não pode ser pior, eis que encontras sempre um mal maior.

F#%a-se, é o que me apraz verbalizar.



mags

Passaram apenas 9 dias....

.... desde o inicio deste novo ano e o universo já me satisfez um desejo: o de trabalho. Tenho tanto, tanto, mas tanto trabalho para este mês que dava para seis meses....
É mais ou menos aquela proporção do trabalho e impostos ( trabalha-se seis meses ou coisa que o valha para pagar impostos).
Ou seja, é uma bela merda...

Obrigado universo.

PS- Universo, podes ir com a senhora da farmacêutica para o armazém? Agradecida.

Ó minha senhora, vá para o armazém e deixe de me mandar emails!

A semana passada recebi um email a pedir-me desculpas pelo atraso na entrega do material hospitalar que tinha encomendado (?), demora essa causada pelos atrasos no aprovisionamento do armazém da coisa-da-tia decorrentes da época festiva.
De imediato, e por se tratar de um erro de destinatário, respondi explicando que o email devia ser dirigido a outra pessoa que não eu, pois não tinha encomendado nada e o assunto e material em causa eram completamente estranhos à minha pessoa.
Dias depois recebi outro a dizer que o material já tinha sido expedido do tal armazém sito na coisa-da-mãe (ou da tia) e que dentro de dias receberia a encomenda.
De novo respondi que certamente ocorrera um lapso, que o email tinha sido enviado para mim por engano.
Hoje fui informada que o material chega amanha. Respondi novamente o mesmo.
Se amanha receber um email com a factura juro que insulto a D. Lurdes e a mando para o sítio onde fica o armazém.

Novo ano, desejos velhos.

Este ano desejo:
- continuar a poder ter por perto os meus filhos, os meus pais, o meu homem e os meus amigos
- continuar a ter trabalho
- ter saudinha da boa.
O resto, bem vistas as coisas, importa pouco (se bem que dinheirinho também é benvindo).

Venha de lá esse novo ano!

Parabéns filho

O ano passado escrevi-te AQUI.
Este ano reitero o que te disse o ano passado e repito, como repetirei sempre, que te Amo. Muito. Tudo.
Parabéns filho, farei tudo para que sejas feliz. E prometo gritar menos...se te portares melhor, claro está...

O meu filho só pensa em sexo.

Em casa dos avós:
Gonçalo - Ó avó, onde está o avô?
Avó - Foi à rua, já vem...
Gonçalo - Mas foi onde? Fazer o quê? Demora muito?
Martim - Foi à procura de outra velhota para fazer sexo...
Avó (a conter o riso) - Estás a chamar-me velhota?!
Martim - Não, tu não és velhota, a outra é que é...

Nada mais a acrescentar.

Vai-te mas é embora, ó melga!

Ontem fui deixar os meus filhos em casa dos avós e de lá ia seguir para uma reunião. Entretanto fiquei à porta a trocar dois dedos de conversa com a minha mãe e estávamos nesse intuito quando o Martim vem, olha para mim e diz : "Ouve lá, não tinhas que ir para uma reunião? Anda lá avó...".
Que é como quem diz "vai-te lá embora, ó melga". E eu fui.

Se o mundo afinal sempre acabar....

... os lisboetas querem quinar nos centros comerciais desta cidade. Daí o trânsito infernal e os congestionamentos de doidos nos acessos aos centros comerciais, grandes superficies e afins.

Mai nada. Falidos e quiçá mortos mas nas compras.

Querias....

Querias ter uma semana de ferias românticas no inicio do ano? Pois não podes, que tens um julgamento dia 10 de Janeiro....

Posta essa impossibilidade, conformas-te e só querias esses dias de amor louco e sexo desenfreado (ou de dormir e apanhar sol completamente esparramada sem fazeres nada, nem o amor) fossem gozados na semana logo a seguir? Pois tambem não podes, porque um juiz trabalhadeiro considera o processo urgente e tens até dia 06 para contestares e 3 datas de julgamento marcadas para a segunda quinzena de Janeiro....

Conformas-te então com o facto inegável de que ainda não é desta que fazes o programa a dois, e contentas-te com tirar uns dias antes do Natal e entre este e o Ano Novo, para fazeres as ultimas compras, fazer uns programas com os miudos, talvez namorar tranquilamente no sofá de sempre.... Mas, pasme-se, tambem não podes porque o mundo se uniu contra ti e fez com que todos os teus clientes te apareçam com milhentas coisas urgentissimas que têm que ser tratadas já, com comités de crise à mistura e o camandro...

Querias, querias....  Mas não podes.

Porta-moedas vanijas.

Existem agora uns porta moedas a que parece que chamam "pachachas" ou "pachachinhas", agora estou na dúvida.
Nem me atrevo a tecer considerações acerca do nome (palavras para quê) quanto mais acerca fundamentação do mesmo. Só posso dizer que o meu "órgão" não é verde fluorescente nem fuschia...

Bem, os meus filhos têm esses porta-moedas e escusado será dizer que lhes foram comprados antes de eu ter descoberto o nome popular dos ditos (agora de repente até tremi ao pensar que pode ser esse o nome comercial, " olhe fáxavore eu queria um pachachinha verde lima... ", senhores, que medo!
Pois o Martim virou-se para mim ontem e disse-me :" ó mãe, a C. disse-me como é que se chamam estas carteirinhas....sabes como é?". Paralisei. Entrei em apneia. Engoli em seco. "Não Martim, não sei", lá consegui verbalizar. "São vanijas, porque sao como os pipis das mulheres". Dei uma gargalhada. Era "vaginas" que ele queria dizer.
Ah ah ah.

Há coisas que nunca mudam...

A propósito de compras de Natal e de shoppings, lembrei-me do que AQUI escrevi há um ano.
Este ano mais tranquilo. Talvez porque ainda falta uma semana e picos para o Natal.
AQUI

Filha ou mãe ou avó

Hoje foi tarde de compras no Colombo, com mamãe.
Foi uma tarde bem passada, até porque já quase nunca passo tardes sozinha com a minha mãe...
Parece que quando somos mães deixamos de ser filhas, parece que filhos são os nossos e não nós.
E as mães também passam a ser muito mais avós dos nossos filhos do que nossas mães.
Não está nada bem, isto!

Já ?!?

Hoje, ao ver o caderno do meu filho (como faço todos os dias) deparei-me com a seguinte informação, que passo a transcrever:
"Para teres saúde precisas:
- de ar puro
- de sol
Não experimentar:
- tabaco
- álcool
- outras drogas (haxixe, heroína, cocaína...).
O meu filho tem 7 anos.
Medo!

Porque é que não ouvem a mãe, hã?!

Meus ricos filhos, a mãe está careca de vos dizer que essa escolha clubistica é um erro crasso, pelo qual vão sofrer durante toda a vossa vida. Esse clube de que escolheram ser adeptos não ganha nada, niente, nicles, nunca. Este ano então até chega a dar dó....nos outros dá só pena.
Não vão na conversa do vosso pai, ouçam o que a mamã vos diz, que a mamã só quer o vosso bem.
Martim, passa para cá o meu euro da aposta, que, claro, perdeste. Com esse clube perdes sempre filho, vê lá se abres a pestana que ainda vais a tempo...

Para os meus homens, que devem estar mesmo a chegar, geladinhos e cabeçudinhos, uma só palavrinha: Miau!

Uma história como tantas outras...

Esta é a história de uma família que tinha uma vida normal, embora humilde, até que o azar bateu à porta.
Primeiro o marido ficou sem trabalho e a família subsistia com o que a mulher ganhava, a trabalhar a dias. Depois o marido arranjou trabalho, numa obra, mas nos primeiros dias de trabalho teve um grave acidente, tendo caído de um andaime e ficado em muito mau estado.
A empresa não tinha seguro. As operações e internamentos sucedem-se há mais de um ano. A mulher tem menos trabalho, devido à crise. O marido não ganha nada e esta gravemente incapacitado.a
Este casal tem dois filhos, um menino com 4 anos e uma menina com 13. Não têm dinheiro para quase nada e apesar da ajuda da família mais próxima (pessoas humildes que mal ganham para o sustento das suas próprias casas) foi confrontada com a falta dos bens mais essenciais. Muitos dias não têm o que comer. Duas crianças. Comem mal. Passam fome. Duas crianças.
Uma história como tantas outras. Uma história que amanha pode ser a minha. Ou a vossa. Uma história que podemos ajudar a ser menos triste.

Quem quiser contribuir com bens alimentares, com roupas para as crianças, com dinheiro para a luz ou para o gás, pode entrar em contacto comigo que eu recolho e depois entrego.
Qualquer contributo é bem vindo.

Obrigada

Por momentos....

... pensei que os Maias se tinham enganado e que o fim do Mundo era,não no dia 21 conforme previsto, mas hoje, que choveu como se não houvesse amanhã (lá está!).

Mas felizmente parece que ainda tenho mais uns dias para tratar dumas coisinhas que tenho de fazer antes de isto ir tudo pro escambau...
Assim de repente, lembro-me que ainda tenho que fazer a árvore de Natal (com a grande vantagem que, acabando o mundo, não tenho que a " desfazer"), arranjar os pés (não vá dar-se o caso de o céu existir e de eu ir lá parar e, com as asperezas que tenho nos calcanhares ainda furar alguma nuvem) e pagar o selo do carro (que o c....ão do Gaspar é menino para arranjar forma de sobreviver só para me intentar um processo de execução fiscal para cobrar o dito imposto, com o devido acrescido e, claro, juros de mora a taxas só praticadas pela administração fiscal portuguesa, e ir penhorar a minha nuvem).



A primeira cábula do meu filho

Como já aqui disse, o Gonçalo hoje teve teste de Estudo do Meio. E quando o pai o levou à natação, no final do dia, confessou-lhe atrapalhado que com medo de se esquecer da palavra, escreveu "fecundação" na borracha. Mas prontamente esclareceu que isso não saiu, pelo que não foi preciso ler a borracha.

Fez, portanto, a sua primeira cábula.

E quem vir a borracha anda pensa que o rapaz queria dizer um palavrão quando na verdade era só um auxiliar de memória.
Fecundação, muito bom!

Coisas sobre as quais podia falar, aqui e agora.

Hoje podia falar da gravidez da Kate mulher do William filho da Diana e do camafeu e enteado da "jeitosa" da Camilla. Parece que a Kate, para gáudio daqueles que ainda a moça não tinha aterrado da viagem de lua de mel lhe adivinhavam uma barriguinha proeminente, está finalmente de esperanças. Mas não, não vou falar sobre isso.

Podia também falar dos meus dias de estudo com o meu filho mais velho, que esta semana tem testes. Hoje foi o teste de estudo do meio e ontem estudámos tudo quanto era sistema, do digestivo, ao respiratório, passando pelo circulatório, pelo escretor ou urinário e pelo reprodutor (sim sim, com espermatozoides e fecundação à mistura) e devo dizer-vos que já estou perita na matéria. Amanhã será o teste de língua portuguesa, o que equivale a dizer que hoje estivemos a rever a matéria dos nomes comuns, próprios e colectivos, das formas das frases, dos tipos de frases, dos adjectivos, das silabas tónicas e átonas (pela minha rica saúde se eu me lembrava que as silabas não tónicas se chamavam silabas átonas), das acentuações agudas, graves e esdrúxulas.... Quinta-feira será de Matemática, mas ainda não estou preparada psicologicamente para as p... das tabelas que os pobres miúdos têm agora que usar para fazer contas básicas e que com uma multiplicacaozinha da treta, com tabuadas que já aprenderam, demoravam muito menos tempo e eram muito mais obvias. Pelo menos para mim. Mas não, também não vou falar sobre isto.

Também podia hoje e aqui falar das novas regras de facturação e envio da informação referente à facturação às finanças até ao dia 8 do mês seguinte, regras que estão a por empresas, pequenos empresários e contabilistas em polvorosa, e com razão, que a coisa é de loucos. Mas não, não vou falar sobre isto. Até porque a partir de certa hora não posso falar sobre coisas que impliquem o Gaspar e as finanças, sob pena de não pregar olho a noite toda ou, pior ainda, ter uma noite de pesadelos sucessivos e horrendos, daqueles que acordo a chorar baba e ranho com o coração aos pulos.

Vou, sim, falar sobre a fatia do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo (o verdadeiro e original) que acabei de devorar, mas, note-se, sem alarvisses, antes com jeitinho, ternura e verdadeiro prazer. E da outra que ainda está no frigorifico a chamar por mim, primeiro de uma forma quase silenciosa e neste momento aos gritos, fazendo-me pôr os dedos nos ouvidos como se de tampões de tratassem, para evitar ouvi-la (à fatia, que grita desesperadamente por mim, que diz come-me, devora-me todinha e no final lambe as beiças, por favor, vem, come-me, vais ver que te arrependes mas que ainda assim vai valer a pena) e, consequentemente, levantar-me deste sofá onde ainda jaz um prato com resíduos da fatia já devorada (poucos resíduos, é verdade, mas ainda assim resíduos) e ir a correr para a cozinha transformar a outra (fatia) em meros resíduos.
Este bolo é, de facto, qualquer coisa de divinal! Eu, que nem sou muito fã de chocolate e doces de chocolate (os de ovos são uma perdição maior para mim) fico tresloucada com este bolo de chocolate, não sei se pelo chocolate macio, quase mousse, e das boas, se por aquela espécie de bolacha em camadas fininhas e estaladiças....
Nham nham, já estou a salivar. Vou só à cozinha comer uma garfadinha, não consigo resistir....

A importância de olharmos um pouco alem do nosso umbigo

Vivemos tempos difíceis, não é novidade.
E pelo que se me afigura este estado de coisas não é passageiro, muito pelo contrário, tende a piorar nos próximos tempos, adivinhando-se dias (anos) pouco risonhos para este país à beira mar plantado.

Todos os dias conseguimos deprimir um bocadinho mais. Todos os dias perdemos um punhado do (pouco) optimismo que (pelo menos alguns de nós) ainda conseguimos ter. Todos os dias deixamos pelo caminho um pouco da esperança que "isto" dê a volta rapidamente.

E nestes tempos que vivemos é essencial despertarmos a nossa consciência social, é preciso intervirmos, agirmos, não nos ficarmos pelos queixumes. É preciso deixarmos de seguir a máxima de que "pimenta no cú dos outros para mim é refresco".

Que fique já claro que, com isto, não estou por qualquer forma a subscrever ou a concordar com as declarações  do 1º Ministro, que nos chamou de piegas (piegas é a mãe dele e infelizmente casou-se, e pô-lo no mundo, que vivia tão bem sem ele).
Com isto quero dizer que já que infelizmente não podemos contar com o Estado-Social (acho que todos temos consciência disso, neste momento) está na altura de deixarmos de olhar apenas para o nosso umbigo e passarmos a levantar a cabeça, olhar à volta e reconhecer que há quem esteja bem pior que nós, quem não tenha para onde se virar, quem já tenha perdido todas as esperanças, todas as forças.

Como cidadã, como mãe, como pessoa, preocupa-me (entre muitas outras coisas) que haja crianças neste país que só comem na escola. Crianças cujos pais não conseguem comprar-lhes os materiais escolares de que precisam para estarem em igualdade de circunstancias com os outros colegas e, desse modo, conseguirem estudar, progredir, sonhar com um futuro melhor. Mesmo que nesta altura sonhar com esse futuro seja difícil. Aflige-me existirem crianças que para terem livros escolares tenham que ser privadas, elas e as suas famílias, de bens essenciais. Pais que para poderem financiar as elevadissimas despesas escolares e de sustento dos seus filhos tenham que deixar de pagar a renda de casa.

TODOS NÓS PODEMOS FAZER ALGUMA COISA PARA MELHORAR A VIDA DE ALGUÉM. TODOS, SEM EXCEPÇÃO.
Porque para ajudar não é preciso só dinheiro, que esse sabemos que não abunda em casa de muitas famílias. É preciso sobretudo vontade, é preciso querer, é preciso sair da zona de conforto, é preciso repartir, pensar no outro. Levantar o rabo do sofá.

Custa muito, no final do ano lectivo, reunir lápis, canetas, mochilas e afins que sabemos que os nossos filhos não vão usar no ano seguinte e em vez de os encafuar numa gaveta qualquer contactar as escolas e associações de pais que têm bolsas de usados? Não, não custa nada, só um saco (se for do Continente nem custa o saco), um telefonema e uma viagem à escola.
Custa muito, no final do ano lectivo, pegar nos livros escolares e, em vez de os guardar na arrecadação dentro de uma caixa (caixa essa que, com sorte, os nossos filhos vão abrir quando saírem de casa para morar sozinhos ou para criarem a sua própria família, altura em que vão concluir que o melhor é deitar fora aquela tralha inútil), entregá-los nas escolas, nas associações de pais, noutras instituições que fazem essa recolha e posterior distribuição por alunos que os podem voltar a usar e a cujas famílias essa poupança na compra dos livros dá muito jeito? Não custa nada, só um saco um pouco maior e mais resistente (que os livros pesam mais do que os lápis), o mesmo telefonema e viagem.
Custa muito associarmo-nos a acções sociais e solidárias, promovidas por instituiçoes que fazem trabalhos notáveis nessas áreas, ou mesmo fazermos pequenas acções para com pessoas que estão mesmo ao nosso lado, nos nossos trabalhos, nas escolas dos nossos filhos, no café onde tomamos o pequeno almoço? Muitas vezes não custa nada, ou custa pouco.

Hoje ajudamos. Amanhã talvez precisemos de ser ajudados (que isto a descer, como diz o povo, todos os santos ajudam). E se ainda assim quando viermos a precisar não tivermos a ajuda de ninguém teremos sempre o consolo de que somos bem mais ricos do que muitos dos que têm muito mais do que nós.
Toca a mexer, minha gente!

Podem dar-nos o vosso instrumento, por gentileza?

Caríssimos,


A Associaçao de Pais da escola dos meus filhos e de cuja Direcçao orgulhosamente faço parte quer proporcionar aulas de guitarra aos meninos do 1º ciclo que frequentam as escolas do agrupamento. 
Já temos quem dê as aulas a um preço simbolico de €1 por criança e aula (obrigada André) e estamos a tentar proporcionar as aulas gratuitamente aos meninos carenciados, para que também eles possam ter acesso a esta actividade . 

Temos toda a boa vontade, temos professor, mas faltam-nos as guitarras.... 

Por acaso ninguém tem guitarras clássicas na arrecadaçao ou na garagem que não utiize e que nos possa doar? Os meninos agradecem. 

Ficamos à espera dos vossos instrumentos :).

Onde deixei o meu Eu?

Tenho, como já devem ter percebido, um grave problema que afecta a minha existência e que se resume a duas palavras e uma preposição: gestão de tempo.
Os meus dias são curtos para o que tenho a fazer, as horas passam a correr, as semanas voam. E em todas as horas, dias e semanas deixo sempre algumas (muitas) coisas que estavam nos meus planos e agenda por fazer.
E, logo, vivo num stress constante, sempre apressada, sempre atrasada, sempre como se estivesse numa corrida desenfreada para apanhar um comboio que passa dai a dois minutos quando ainda me faltam cinco (minutos) para chegar à estação ...

No regresso das ferias prometi a mim mesma ( e registei-o AQUI) pela enésima vez, que ia gerir melhor o meu tempo. E pela enésima vez faltei ao prometido. Provavelmente porque me tem faltado o tempo para me lembrar. Provavelmente porque ponho tudo e todos à frente de mim e das minhas prioridades. Provavelmente porque as minhas prioridades são, de há uns anos a esta parte (há 20 anos, talvez), todas menos as referentes à minha pessoa. Pior do que não fazer o que gosto é já nem me lembrar daquilo que realmente gosto, eu, a pessoa (maravilhosa, por sinal), a mulher (no sentido "gaja"). Ou saber sequer se gosto verdadeiramente de alguma coisa em concreto, eu, a pessoa, a mulher.

Estou portanto numa crise existencial, em que basicamente me apetecia bater com a porta e ir vender chinelos para o Tahiti. Quem diz chinelos diz agua de coco . Quem diz Tahiti diz Maldivas.

Deste modo, tenho mesmo que gerir (muito) melhor o meu tempo, para ver se esta passagem que é a vida me proporciona alguma felicidade, tranquilidade e realização pessoal.
Porque isto da vida não deve ser só ser mãe, filha, mulher (no sentido de cônjuge, que esposa é um termo que abomino), profissional.
Há-se haver também o Eu. Digo eu...

mags

Estava mesmo a precisar...

de ficar uma tarde inteira no sofá, a aboborar.
Foi assim a minha tarde de sábado, e que bem que me soube!

Até pode ter sido um desperdício mas com a neura que ando e com o tempo que está lá fora foi a tarde de perfeita....
E sou menina para assim continuar pela noite fora, com pequeno intervalo para jantar!

O admirável mundo das pilinhas

O meu filho mais novo tem uma fimose, que é como quem diz, tem uma pilinha que não arregaça.
Concordo que "arregaçar a pilinha" é uma expressão horrenda mas é assim que o Dr. das Pilas, como lhe chama o Martim, se refere ao fenómeno e quem sou eu para contrariar o Dr. das Pilas....

Bem, voltando ao tema, hoje foi dia de irmos ao Dr. das Pilas e ficámos a saber que afinal a pomada que usamos há uns meses para ver se a coisa (exacto) vai lá sem cirurgia está a fazer efeito e a pilinha do meu filho já arregaça. E não imaginam a festa que foi naquele consultório perante a primeira arregaçadela da pilinha (credo)! Nunca pensei que um arregaçar de pila me pusesse tão contente, essa é que é a verdade.

Depois da extraordinária descoberta, o Dr. das Pilas lá foi explicando que agora tínhamos que pôr a pomada duas vezes ao dia, com a pilinha arregaçada, e que o meu filho devia sempre arregaçar a pilinha para fazer chichi e para lavar, no banho, e que quando a pilinha estivesse dura devia arregaçar também pois só se nessas circunstancias o arregaçar não fosse doloroso e a pilinha não ficasse curvada é que o problema estava resolvido.
Perante tanta informação, e com tanto arregaçar, devo ter feito uma cara de anormal que o Dr. das Pilas me perguntou, com o ar mais calmo do mundo: "Sabe que os meninos têm que arregaçar sempre a pilinha para fazer chichi e para lavar, não sabe Mãe?".
E eu respondi: " Quer dizer, sabia que tinham que arregaçar para lavar mas para fazer chichi sinceramente não sabia....nem nunca tinha pensado nisso... Sabe, eu não tenho pilinha....".
"Jure!!", disse o medico a sorrir.
Fiquei verde, e certamente com uma cara de parva ainda maior.

Mas o que importa é que a pilinha do meu filho já arregaça.
E se vissem o orgulho que ele tem nisso! Um orgulho tão grande que mal entrou em casa foi a correr para o irmão, puxou as calcas para baixo e disse:" Olha mano, a minha pilinha já arregaça como a tua", e cá vai disto. Depois, foi correr para a empregada cá de casa e só não fez o mesmo porque eu cheguei a tempo. E quando o pai pôs a chave à porta lá estava ele, já de pila na mão.

Nada como uma pilinha que arregaça, para deixar uma pessoa feliz!

E é isto...

Neste dia a que posso chamar, sem mais, UM DIA DE MERDA, valha-me a visão do Jorginho (da novela Avenida Brasil) para animar a alma. Ai homem de Deus!

E é isto, que sobre o dia de hoje não me apetece nem pensar quanto mais falar ou escrever.

Estou que nem posso...

Resumo das minhas ultimas 30 horas:
- ontem estive a tarde inteira enfiada nos juízos criminais (e ouvi historias que nem vos conto mas de que deixo um cheirinho: sogra a quem o genro deu há uns tempos uns murros, deixando a senhora com um olho à belenenses, e há menos tempo uns chapadões e pontapés que levaram a senhora à urgência hospitalar, mas a quem a senhora sua sogra se refere como um bom rapaz - eu diria mesmo uma jóia de moço);
- esperei durante 2 horas e meia pelo julgamento que fui lá fazer (isto sempre a ouvir historias do arco da velha);
- no final do julgamento, que correu MUITO bem, passei no escritório para fazer umas pequenas coisas urgentes;
- fui para casa, fiz o jantar, jantei, arrumei a cozinha e fui a correr para uma reunião destas coisas de Associação de Pais em que há uns tempos para cá resolvi meter-me ( desconfio que estava, nesse dia iluminado, com a maior bebedeira da minha existência);
- a reunião acabou à uma da manha e nessa altura já a dor de cabeça que se me instalou ao final da tarde estava ao rubro, com direito a pontada no olho e tudo;
- fui para casa, deitei-me e acordei hoje de manha com a mesma dor de cabeça com que me deitei;
- lá fui eu para a sede do meu cliente e comecei o meu dia de trabalho a traduzir um parecer juridico para francês;
- ça veut dire que a minha dor de cabeça se superou e passou a ser uma dor desde o alto da testa até ao fundo do pescoço ( em certos momentos parecia ir até aos tornozelos ...);
- dia todo no cliente e saio a correr para ir buscar as crianças à escola, deixar o mais velho em casa e vir com o mais novo imaginem onde?? Ao treino de futebol , pois então!
- chegada ao futebol deixei a criança e fui à procura de castanhas, que amanha é festa de São Martinho e há que levar as castanhas (recado que terá sido dado ontem aos petizes mas que os meus filhos - quiçá porque mal me viram - se esqueceram de me transmitir);
- depois de procurar e encontrar as benditas castanhas, passei por uma roulotte de farturas e decidi que merecia pecar: comprei uma fartura e comi-a toda, com direito a lamber dedos ( para aproveitar todo o açúcar) e tudo;
De modos que estou com um enjoo tal que se me aparece algo oleoso à frente me vomito toda! Boa noticia: passou me a dor de cabeça....
E quando este treino acabar lá vou eu a correr para casa dar banho à criança para ir a correr ao shopping comprar um presente para mamãe, que hoje faz anos, e rumar (a correr, claro está) para o restaurante onde se dará a festarola.
Aproveito e deixo já aqui os parabéns à mamãe (Parabéns Mãe, beijo enorme, amo-te muito) não vá dar-se o caso de até chegar aos restaurante eu vir a ter um fanico...
mags

Isto deve ser mau sinal, deve deve...

Tiras as lentes de contacto, despes-te, fazes a tua higiene intima.
Procuras os óculos na bancada da casa de banho. Não estão lá.
Procuras na mesa de cabeceira. Também não estão.
Procuras na sala, na cozinha, por todo o lado onde poderiam estar. Não estão. Ponderas ligar à empregada às 11 da noite, para lhe perguntar, o mais calmamente possível, ONDE RAIO É QUE ENFIOU OS TEUS ÓCULOS. E se bem o pensas melhor o fazes.
Vais à mala e quando te baixas para tirar o telefone cai um objecto no chão, vindo da tua cabeça. São os teus óculos.
Pousas o telefone e pensas, "WTF, como é que isto veio aqui parar?! Eu não peguei neles, juro por Deus!"

Deves, nessas circunstancias, procurar rapidamente ajuda pois estás em velocidade de cruzeiro para a insanidade total....

Marta Gautier

O que me ri agora com a Marta Gautier no Herman, num monologo em que descrevia a ida à casa de banho na praia com uma criança acometida por vontade inadiável de ... isso mesmo. Igual, era eu a falar!

Já tinha lido uns textos dela e até já postei AQUI um deles. Ora espreitem lá!

É tão bom vê-los assim!

O meu filho Gonçalo hoje teve um dia em cheio! Festinha em casa de um amigo que já vem da creche, com outros 2 ou 3 amigos que também já são desses tempos (obrigada N., ele adorou o dia) e depois um dos amigos a dormir cá em casa.

Portaram-se os 3 lindamente, os meus dois filhos e o amigo do Gonçalo, que também é amigo do Martim, que conhece desde que nasceu.
Esta coisa dos amigos da vida é muito muito bom e cabe aos pais proporcionar que isso seja possível, e incentivar.
As conversas dos 3, todos deitados e à escuras, são do melhor!

Viva os amigos, essa é que é essa!

Mãe que é Mãe...

... leva seu filho ao treino de futebol e fica à espera do dito durante uma hora, ainda que tenha tido um dia de cão, ainda que chova a potes, ainda que o que mais lhe apeteça seja pôr-se a abóborar no sofá...
Mãe que é Mãe faz isso tudo e não refila.
Mas aqui a Mãe que é Mãe tem a expectativa de que aos 15 anos o puto assine um contrato de 16 milhões de euros, devidamente actualizado ao IPC dessa data. É o mínimo...


mags

Regresso à infância...

Hoje fomos ao Planetário.
Já não ia ao Planetário há anos... talvez há décadas... E o que eu gostava do Planetário, quando era miúda e ia lá, normalmente nas colónias de ferias promovidas pelo banco onde o meu pai trabalhava...

Pois hoje, duzentos anos depois voltei ao Planetário, e voltei a adorar. Acho que mais do que os meus filhos. Certamente mais do que o pai deles, que dormiu como um anjinho, iluminado pelas estrelas. Ele e a senhora minha sogra. Com os €9 dos bilhetes que pagaram para ir dormir mais valia terem ido aos pasteis de Belém, sempre tiravam algum proveito, eles e eu!