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Férias, puff!!

Estive na minha já tradicional semana de férias na neve. Se é que se pode chamar férias a isto...

Na verdade, quando pensamos em ferias pensamos em descanso, relax, despreocupação, enfim, esse tipo de conceitos que associamos à boa vida e ao retemperar de energias.
No entanto, quando faço um flash back da minha semana "de férias", o que é que vejo, o quê?? Tudo menos o que faz parte do conceito de ferias. Pelo menos do meu.
Senão vejam comigo.

Pré Partida - Devido a uma situação urgente surgida às 18h da véspera da partida, aqui a Mags esteve até às 3 da manha a estudar o regime geral das edificações urbanas, designadamente o regime do PIP (pedido de informação prévia) por forma a fazer, durante o fim de semana (os primeiros 2 dias das ferias, portanto) um parecer sobre o dito tema. Pelo meio, entre a hora a que chegou a casa e a hora em que começou o estudo, a Mags fez as malas (tentando meter o Rossio na Betesga) e foi apagar o bolo de aniversario da filha de uns amigos, que fazia anos nesse dia.

Partida - Na partida para as "ferias" alta discussão conjugal decorrente do facto de estar nos planos dos organizadores de viaturas (nos quais se incluía o pai dos filhos da Mags) levar as crias da Mags num só lugar  de passageiro e ao lado de malas enormes empilhadas umas em cima das outras, no lugar de 2 bancos rebatidos. Sem cadeirinhas. Os dois sentados num só lugar. Com malas empilhadas ao lado, sujeitos a numa curva mais brusca ficarem esmigalhados entre as ditas e o vidro da janela. Pequeno pormenor, a viagem era para Andorra, Ou seja, só 1200 km. Um instantinho, portanto. Escusado será dizer que quando a Mags chegou ao carro se passou e teve um ataque de histeria (seria possível que apenas a Mags visse a impossibilidade da solução "pensada" e implementada ???), a que se seguiu uma discussão conjugal em altos berros, à porta de casa, com os transeuntes estupefactos com o espectáculo a que assistiam. E que deviam ter agradecido, aliás, porque nos tempos que correm espectáculos gratuitos não acontecem todos os dias.

Até aqui tudo menos mal pois as partidas para ferias e o primeiro dia das ditas são sempre atribulados, com grande tensão nervosa e muita berraria. Pelo menos cá no agregado. Mas admito que desta feita estivemos no nosso melhor.

Depois de arranjarmos outra solução (obviamente), lá seguimos viagem, dormimos uma noite em Lleida (onde a Mags esteve até às 3h30 da manha a fazer o tal parecer juridico)  e chegámos ao destino no dia seguinte. Com duas noites a dormir 5 horas, a Mags já estava de rastos. E ainda as "férias" não haviam começado...

As "ferias" - 5 dias alternando entre tromba enfiada na neve e pernas para o ar na neve. Sempre no chão. Sempre a esquiar pior do que no dia anterior. Aqui a Mags não nasceu para o ski, essa é que é essa! Quando a Mags vê as inclinações, com neve de perder de vista em baixo, em cima, ao lado, a Mags é assolada por uma onda de terror e dá-se-lhe uma súbita paragem cerebral que a faz esquecer tudo o que pensava já ter aprendido e assimilado.

Quedas a registar, porque mais espectaculares do que todas as outras:
- uma em que a Mags desce tranquilamente (e devagar) uma pista com alguma (MUITA) inclinação quando é abalroada por um snowboarder, que a leva em cima dele durante uns valentes metros até pararem no meio da pista (muito inclinada);
- após parar a viagem de boleia acima descrita, a Mags está durante 10 minutos a tentar colocar os skis nos pés (ou os pés nos skis), no meio da pista inclinada e quando consegue lá segue viagem; a Mags acaba de descer a pista e inicia uma recta a alta velocidade quando, do nada, sozinha, se esbardana e dá duas cambalhotas no ar. Skis para um lado, batones para o outro, Mags estatelada no chão toda torcida. Até o professor tirou os skis e veio a correr ver se a Mags estava viva. E estava, para surpresa da propria Mags;
- Mags subia uma pista no puxa-rabos (daqueles rápidos e que exigem alguma força no agarrar do ferro) quando decide, pasme-se, ver as horas. Mags esbardana-se no chão e tem que se desviar para a berma para não levar com o passageiro do puxa-rabos seguinte em cima. Mags levanta-se, olha para cima, olha para baixo e vê que está no meio da pista, pelo que tem duas hipóteses: ou descalça os skis e vai a pé até ao cimo da pista ou mantém os skis e desce a esquiar pelo carreirinho ao lado do puxa-rabos. Mags opta pela segunda hipótese. Mags inicia a descida. Mas o caminho é estreito e inclinado, pelo que Mags não consegue fazer paralelos (por falta de largura do caminho) nem tão pouco ir em cunha decente. Conclusão: Mags ganha uma velocidade impressionante, desce o caminho a abrir e quando chega cá abaixo, adivinhem o que acontece, Mags esbardana-se no chão, aos pés dos senhores que  estão no inicio do puxa-rabos a orientar as operações. Um dos senhores ralha com a Mags pela velocidade. Mags manda-o bardamerda, pois se tivesse conseguido parar não se tinha esbardanado, NÃO É OBVIO???!!!

O regresso das "ferias" - Vimos embora, trá-lá-lá, finalmente. Fazemos a viagem e decidimos parar em Elvas para jantar. Entramos em Elvas. Chegamos à primeira rotunda de Elvas. A embriagem da viatura onde seguimos falece. Ficamos empanados. Chamamos o reboque e vamos a reboque até ao restaurante, onde pomos as 765 malas no outro carro que ia connosco. Jantamos. Vem o taxi do seguro. Arrumamos novamente as 765 malas no taxi e vimos para Lisboa. Com duas pessoas no lugar de uma só, com malas empilhadas ao lado, no lugar do banco rebatido (é o destino), que o motorista do taxi representava um passageiro extra e, desse modo, lixou-nos a organização. Chegámos a casa às tantas. Mas comemos uma mariscada no Cristos, valha-nos isso.

Em que é que isto soa a férias e aos conceitos a elas associados, podem esclarecer a Mags????? Bem me parecia...

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