Hoje, no fim do treino de futebol do Martim e enquanto decorria o treino do Gonçalo, eu e o Martim sentámo-nos na tasca do Sportivo de Loures e toca de inaugurar a época do caracol.
E que bem nos soube, olaré!


Hoje, no fim do treino de futebol do Martim e enquanto decorria o treino do Gonçalo, eu e o Martim sentámo-nos na tasca do Sportivo de Loures e toca de inaugurar a época do caracol.
E que bem nos soube, olaré!


O meu filho Gonçalo, do alto dos seus 7 anos e com os conhecimentos já adquiridos na sua segunda classe ( ou na denominação actual, segundo ano do primeiro ciclo), já consegue ler bastante bem as informações que, durante o jornal da noite, vão passando em rodapé enquanto o noticiário está no ar.
Um destes dias, estávamos nós a começar a jantar, não foi excepção e leu. E mal acabou de ler, perguntou: "Mãe, o que é prostituição ?"
"Glup", foi o que me ocorreu dizer. Mas não. Como o pai vinha a entrar na sala eu disse: "Explica lá ao teu filho o que é prostituição". E o pai respondeu: " Filho, prostituição é vender o corpo por dinheiro". E eu, para o miúdo não ficar a pensar coisas estranhas, acrescentei: " Ó filho, há pessoas que fazem sexo a troco de dinheiro, isso é prostituição".
Ou seja, um diz mata o outro diz esfola! E vistas as coisas a esta distancia realmente podíamos ter dado uma explicação menos crua ( qual, pode saber-se?) mas na altura foi o que ocorreu.
E o facto é que as perguntas ficaram por ali.
Eis senão quando, hoje, o Gonçalo pergunta, no carro: "Ó Mae, existe prostituição no nosso país?". " Sim filho existe". "Aqui mesmo, na nossa cidade?". " Sim filho, deve haver, há em todo o lado". " Mas só as pessoas que não tem namorados é que fazem sexo em troca de dinheiro, não é?"." Pois filho, deve ser...". " E só as pessoas que não têm namorados é que pagam pelo sexo, não é?"."Sim filho, deve ser...". E acrescenta o Martim: "Pois deve, senão eram todos uns porcos...".
Escusado será dizer que nesta parte eu já estava quase a desfalecer ao volante....
A partir de hoje, ao jantar vamos ver a Hanna Montana.
... como se estivesse num cruzamento perante esta sinalectica...e é só o que tenho a dizer...

... é só o que me ocorre dizer, pensar e sentir.
Isso e muitos outros palavrões. Muitos e feios. Todos seguidos e de forma repetida.
mags
Location:Aí a p... da minha vida...
Estive a consultar as previsões meteorológicas para os próximos dias e, partindo do pressuposto que se vão concretizar ( o que só por si já é uma interrogação legitima), tenho aqui um problemazito que passo a partilhar.
Ora bem.
"Eles" dizem que amanha continua a chover e vão estar, no máximo, 21 graus.
Já a partir de quarta feira, dizem "eles", a chuva vai-se e vamos chegar aos 28 graus, que sobem mais dois na quinta feira, dia em que será, portanto, Verão.
E pressupondo que desta vez "eles" acertam, tenho um dilema: em que parte deste curto intervalo tempo entre o parar de chover torrencialmente e o ser Verão é que eu preparo os meus pés de princesa para saírem das galochas e entrarem condignamente na sandália ou sapato aberto???
É que já equacionei varias possibilidades/horários para a pedicura e em nenhuma delas dá tempo para o verniz secar....
Caro São Pedro,
Depois de ontem nos teres brindado com um dia bonito eis que hoje chove a cântaros e estã um dia de merda.
Compreendo que a tua vida não ande fácil mas certamente não és afectado pela crise, o aumento dos preços, as penhoras, o desemprego e outros males que andam a afectar grande parte dos homens cá por baixo. Aliás, a bem dizer, com o teu comportamento nos últimos tempos até já devias ter sido despedido e com justa causa, e se não foste deves dar graças a Deus, literalmente.
Isto para te dizer que sou de opinião que deves ter mais respeito por quem anda aqui a trabalhar, por quem já tem problemas que cheguem e não precisa de mais instabilidade. Não sei se já percebeste mas estamos em Maio e já merecemos um solzinho mais ou menos constante em Portugal, para ver se isto melhora, pelo menos animicamente.
Por isso deixa-te de invenções, larga as drogas que, como se vê, trocam-te todo e manda lá o bom tempo de uma vez, tá??!
Agradecida.
Através mensagem que o meu filho Gonçalo me entregou hoje fiquei a saber:
1) que nunca me vai abandonar;
2) que tenho uma esperteza que vai até à cabeça dele;
3) que sou a Mãe mais querida que ele já viu.
Quando lhe pedi para me explicar o que quis dizer, ele explicou assim:
1) nunca vou deixar de estar perto de ti, nunca te vou deixar sozinha para morreres numa casa e ficares lá muitos dias toda morta
2) és muito inteligente, tens muitas ideias e pensas em coisas muito giras, frases e trabalhos e assim essas coisas e ajudas-me a ter também ideias
3) és mais querida para mim que todas as outras mães dos outros meninos são para eles, nenhuma Mãe é como tu
E posto isto tenho a dizer:
1) tenho que proibir o telejornal cá em casa que eles parece que estão só a fazer disparates e a pôr a minha sanidade à prova mas afinal estão a ouvir as noticias, que são, como se sabe, basicamente más noticias; e tenho que trabalhar para que ele mantenha esta decisão de não me abandonar nem me deixar toda morta sozinha numa casa
2) obrigada filho, por me teres em boa conta em termos de inteligência e por achares que a minha inteligência vai até à tua cabeça e te inspira; vou aproveitar que daqui a meia dúzia de anos (com sorte) vais achar-me menos esperta e mais "obsoleta"
3) e eu que às vezes me acho tão mazinha.... Ainda bem que tens essa ideia, prometo que me vou aperfeiçoar neste papel antes que percebas que não sou assim tão boa ou te desiludas comigo...
Também te adoro, filho!

Meninas (e meninos), descobri um aparelho fabuloso que recomendo a todas (os): o MICRO PEDI.
E o que é o MICRO PEDI?, perguntam vocês. Trata-se de um aparelho de pedicure em casa, que se destaca por retirar a pele seca e as calosidades em segundos (e em forma de pó), através de um rolo que, ao passar rapidamente sobre a pele, retira, em segundos e sem ficarmos com o braço dorido nem cansado de andar para cima e para baixo, todas as células mortas. E funciona mesmo!
Encomendei o meu aqui e recebi-o hoje. Claro está que já o experimentei, em mim e no marido e foi ver a pele seca a transformar-se em pó aos montes...
Hoje é que vai ser uma festa, os dois com os calcanhares de bébé ...

Porque as relações entre mães e filhos também se alimentam.
Porque esse alimento é composto de amor, carinho, compreensão e cumplicidade ( e alguma porradinha, vá :) ).
Porque para os miúdos o que conta é o tempo que as mães lhes dão, os programas que fazem com eles, os elos que constroem juntos (muito mais do que outras coisas que nós, mães, por vezes privilegiamos porque é mais cómodo e interfere menos na nossa rotina).
Porque as crianças crescem rapidamente e o que vão ser no futuro depende grandemente do que vivem hoje.
Porque há coisas que ficam na memória e a vida é também feita de memórias.
Porque os nossos filhos são a nossa vida e a vida só se vive uma vez.

Como já escrevi noutro post, esta é a melhor plasticina do mundo e este é um programa giro para os miúdos fazerem. E as mães ainda ganham um presente sopimpa.

Depois de na segunda e terça feira passadas ter ficado em casa com o Martim doente, eis que a enfermidade voltou a esta casa, desta vez afectando o Gonçalo.
Ontem quando o fui buscar à escola estava chochinho e disse-me que lhe doía a cabeça e que achava que tinha febre. E tinha, 38,5....
E hoje, apesar do Benuron e do Brufen, continua chochinho e com febre...
Ça veut dire que amanhã (espero que só amanhã) fico a trabalhar em casa outra vez....
Isto anda a prometer, anda anda!
dos domingos em que no dia a seguir é sexta feira !
Isto deve querer dizer que cada vez gosto menos de trabalhar... Ou será que o que cada vez gosto menos é do trabalho que faço? Ou será que ambas as conclusões são válidas?
Pena que, seja qual for a resposta mais certa, nada mude na minha vida e tenha que continuar a trabalhar e a fazer este trabalho que cada vez menos enche as medidas...
Fazer o quê....
Agora há pouco uma amiga postou no seu facebook uma noticia alusiva às touradas e ao facto de o presidente de um município ter sido enxovalhado na dita rede social em virtude de ter recusado a realização de touradas no concelho em causa.
Dizia a minha amiga que, e passo a citar, " As touradas não são herança cultural! São barbaridades camufladas por um argumento mal esgrimido de pseudo-tradição! Poupem-me...em Roma tb já nao atiram ninguém aos leões no Coliseu...e era tradição!!!".
Eu cá, que sou completamente contra a atrocidade que considero serem as touradas, concordo a 100 por cento. Mas vi um comentário que dizia exactamente e só isto, e passo a citar: " ...E lamento imenso dizer que a pedofilia existe, a violencia domestica existe, os idosos continuam a ser maltratados, os adolescentes continuam a ser mal formados, as mulheres continuam a ser violadas sem ter resposta da justiça...Alguém quer falar sobre isso??.".
Ora bem, que alguém possa gostar de touradas e defenda a continuidade das mesmas já é uma coisa que me causa alguma espécie, pois por mais que me esforce não encontro quaisquer argumentos que legitimem ou justifiquem o sofrimento de um animal perante um publico efusivo que, pasme-se, acha o maximo ver um animal a ser consecutivamente espetado até quase se esvair em sangue. E sem finalidade nenhuma que não a diversão do publico. Nem tão pouco consigo perceber que seres humanos, que presumo serem pensantes e racionais, fiquem efusivos perante tal espectáculo, a meu ver violento e hediondo. E creio que no ver do bicho também ...
E é por isso que não tenho a mínima pena de cada vez que um toureiro é colhido e leva uma cornada valente... Acho até muito bem feita, pois se o homem, que é supostamente racional, nao hesita em fazer sofrer o animal sem qualquer outra finalidade que não a de manifestacao de poder e de entretenimento do publico, porque haveria o animal de poupar o homem ao sofrimento, ainda por cima quando esse homem está a infringir-lhe esse mesmo sofrimento?
Bem, retomando.
Se ja não entendo isso menos entendo estas teorias de merda, como as do senhor que comentou o post da minha amiga. O que é que o cu tem a ver com as calças, pode saber-se? Lá porque as mulheres continuam a ser maltratadas e violadas, lá porque os filhos da puta dos pedófilos estão cada vez mais por todo o lado, lá porque os velhinhos são cada vez mais abandonados pelos cabrões ingratos dos seus filhos, devemos continuar a promover "espectaculos" em que se matam animais estupidamente? Será que o argumento vale tambem para as lutas de cães? E para a mutilacao genital feminina em muitos paises de África? E para darmos cobertura legal a todos os actos hediondos, violentos e perfeitamente inadmissíveis que se passam por esse mundo fora? Se calhar vale.... Se calhar já que não conseguimos acabar com todas as atrocidades o melhor é permiti-las todas, pelo menos é mais igualitário....
Até aceito, embora não entenda, que alguém goste de touradas. Mas estas teorias é que não, por favor!!!
O Sporting já se foi. O Gonçalo já chorou e esperneou, de tal maneira que esteve quase a levar a chapada que não levou há bocado. O Martim esta triste mas mais conformado. O pai deles deve estar possesso (e cabeçudo), até porque só regressa no voo das 3 da matina.
E eu... eu não estou triste pela derrota e eliminação do Sporting e embora também não esteja contente por isso estou aliviada por os lagartinhos já estarem na cama a repousar a sua tristeza e porque o lagarto-mor só chega quando eu já estiver no terceiro sono e assim nao cedo à tentação de gozar um bocadinho ( é mais forte que eu, esta tentação ).
E amanha já passou e já somos uma família unida e feliz outra vez :-)
... que o Gonçalo até já disse um palavrão, ofendendo a mãe de um jogador do Atlético de Bilbau, e não quero dar-lhe um chapadão na boca nesta noite que, palpita-me, já será má que chegue para o meu lagartito, mesmo sem a chapada.
Aguenta filho, eu avisei que seres desse clube era escolheres uma vida de sofrimento e desilusões....
Quando eu era mais nova vibrava com o futebol e o meu Benfica, chegava a chorar quando o meu Benfica perdia. O meu pai até se passava comigo, quando eu virava histérica a ver a bola...
À medida que o tempo foi passando, e que passei a ter (muitas) outras coisas em que pensar e com que me preocupar, fui deixando de ligar ao futebol e ao meu Benfica. Confesso que muitas vezes nem sei a que horas e com quem joga o meu clube...
Mas no meu coração continuo a ser Benfiquista, essa é que é a verdade!
Mas resolvi casar com um sportinguista ferrenho, daqueles que vai a todos os jogos em Alvalade e a muitos fora ( hoje, por exemplo, lá esta ele em Bilbau, como há umas semanas esteve em Manchester). Tive dois filhos igualmente lagartos (embora um deles ainda tenha andado ali meio indeciso, situação que o pai prontamente resolveu pondo o puto a jogar nas escolinha do Sporting, onde duas vezes por semana leva a injecção e canta o lema dos lagartos).
Por isso cá em casa estou em dupla minoria, minoria quanto ao género ( já que sou o único representante do sexo feminino) e minoria quanto ao clube ( já que sou a única Benfiquista).
Mas nem por isso sinto uma pontinha de lagartice no meu interior, felizmente. E nestes jogos das competições europeias, porque acima de tudo sou portuguesa, até quero que os lagartos ganhem....Não fico é especialmente feliz com as vitorias do Sporting (nem nestes jogos) nem nada triste com as suas derrotas (nem nestes jogos).
Desculpem lá filhos, sou capaz de quase tudo por vocês, acho que até de limpar o sebo a alguém... de ser do Sporting é que não....
Agora é o desanimo e a revolta.... Acho que vou até ao quarto que isto começa a ficar pesado...
O Sporting marcou um golo. E os mais filhos estão completamente tresloucados. O Gonçalo até chora....e o que eles cantam??? Só visto!
Hoje, para comemorar a liberdade, vou almoçar um cozido à portuguesa em casa da minha mãe, com imensas couves e farinheira e chouriços da mais variada espécie. E carnucha, da boa, de vaca, de porco....
E não me sinto nada culpada pelas calorias que vou ingerir pois felizmente não faço parte das pessoas que antes de comerem o que quer que seja fazem mentalmente (ou pior ainda, em papel ou numa qualquer App do IPhone) a simulação das calorias que estão a ingerir, do tempo que vão levar a remediar o "erro" e das privações a que, já se sabe, vão ter que se sujeitar na sequência de tão grave deslize. Há pessoas que nem abrem a boca só com medo de começarem a engordar com o ar que possam engolir!
Embora já me preocupe mais (bem mais) do que em outros tempos com as gordurinhas (inhas é porque quero ser simpática) acumuladas nos sítios do costume, embora esteja triste (muito triste) por este corpinho já ter visto melhores dias, recuso-me a ser escrava da alimentação! E acho que também não conseguia ser mais disciplinada, mesmo que quisesse...
Viva a liberdade, viva o cozido à portuguesa!
E vivam os ginásios, para lá deixarmos um bocadinho dos chouriços que vamos ingerindo todos os dias:-)
1. De não ter que trabalhar.
2. De ter tempo e dinheiro para comprar as tantas coisinhas lindas e fofas que tenho debaixo de olho, desde malas a sapatos, desde trapinhos a relógios e outros acessórios.
3. De poder acordar bem disposta, leve e descontraída todos os dias, facto para o qual muito contribuiria a verificação das condições referidas em 1 e 2 supra.
4. De fazer uma viagem pelo menos uma vez por mês, alternando entre cidade cosmopolita (para as compras e, vá, alguns monumentos e visitas/agenda cultural) e paraíso tropical ( para não fazer rigorosamente niente).
5. De ter tempo para mim, para tratar de mim, para pensar em mim, para preguiçar.
É pedir assim tanto?
Agora estou a usar esta linha da Shiseido, de que também estou a gostar, mas que padece do mesmo aspecto negativo ( o preço).
Moral da história, tenho queda, não tenho é onde cair. Nem culpa de gostar do que é bom.

Nos últimos tempos tenho usado a linha Skin Vivo, da Biotherm. E gosto muito, deixa a pele hidratada e macia, é de fácil aplicação. Apenas tem um senão : é cara como o raio que a parta.

A senhora que trabalha cá em casa há já vários anos ( e que é a minha salvação ) é uma querida, mas tem um grave problema ocular, que se tem vindo a agravar.
Deixar as luzes acesas ( dos quartos, varandas, casas de banho e até do hall de entrada) é mato. Quando chamada à atenção e informada de que a malta não tem qualquer relação accionista com a EDP (pelo que quanto menores forem as contas melhor), diz, com o ar mais incrédulo do mundo, que não reparou.
Entrar-se na sala e encontrar os sofás quase à porta e a mesa de centro completamente desalinhada com tudo e mais alguma coisa é quase tão frequente como o aparecimento de contas para pagar na caixa do correio (o que é praticamente diário). Quando aqui há uns tempos a apanhei em casa e lhe disse para tentar deixar as coisas mais alinhadas respondeu- me que não consegue ver se as coisas estão direitas ou tortas, que o marido até lhe está sempre a chamar a atenção para os quadros e ela nem em frente a um quadro todo torto consegue ver que ele está torto (??!!!!).
Mas até agora o problema não se tinha manifestado nas cores. Até agora, que resolveu combinar um tapete de casa de banho rosa cherry com toalhas de rosto encarnado Benfica e de banho verde alface.
Elisa, este ano não a aumento mas ofereço- lhe uma consulta no oftalmologista e um par de óculos ( low cost), combinado?
E para ajudar à festa ligaram da escola do Martim, a dizer que tinha de o ir buscar pois de repente ficou prostrado, quase a dormir em pé, com dores de cabeça e 39,5 de febre.
E pronto, lá arrumei a cangalhada para vir trabalhar para casa, meti-me ao caminho debaixo desta chuvinha desta segunda-feira, com a minha pontada acima do olho direito ( acho que já estou meia vesga e tudo) e trouxe o Martim para casa. Espero que seja apenas uma daquelas febres que, assim como vêm, rapidamente se vão e não algo de mais grave.
Quanto a mim, estou cá com umas ganas de me marimbar para o que tenho de fazer e ir estender-me ali no sofazinho a ver o "Astro Boy" ....
Vou tentar resistir, mas não prometo!
Quando acordo e abro os estores e vejo este tempo de merda só me apetece é dizer palavrões.
E como neste campo ainda posso fazer o que me apetece, vai de abrir a boca e maldizer o São Pedro até mais não, chamando- lhe praticamente tudo menos santo... e político, que apesar de tudo também não tenho o direito de ofender assim o senhor.
Tenho umas coisinhas de nova estação tão catitas para estar e não há meio. Irra! ( ou no meu vocabulário desta manhã de domingo, #%%ss!
Hoje foi dia de escolha de brinquedos, mais uma vez ( há menos de 4 meses fizemos a ultima escolha e foram sacos e sacos, caixas e caixas).
Pois que hoje ainda foram mais sacos e caixas que da ultima vez....
Aproveitando o facto de os miúdos estarem em maré de generosidade e se terem disposto a dar brinquedos com que normalmente não brincam e/ou com que nunca brincam (percebendo que os ditos vão fazer muito mais felizes os meninos que os vão receber do que têm feito os armários onde têm estado guardados, já que brincar com eles ninguém brinca, pelo menos com uma frequência que permita que os mesmos entrem para a estatística de " brinquedos utilizados e que vale a pena continuarem cá em casa"), conseguimos reunir um monte considerável de brinquedos para dar a quem não tem nenhuns ou tem muito poucos.
São brinquedos novos, com todas as peças, alguns ainda dentro de caixas e e outros ainda dentro de caixas nunca abertas. É verdade, parece mentira mas é verdade. Tenho o carro completamente atolado, bagageira e bancos. Amanhã vou distribui-los por duas ou três instituições, que até tenho vergonha de entregar tudo na mesma, tal é o disparate da dimensão do espólio.
Alguém vai ficar feliz, disso tenho certeza!
PS - Caros familiares e amigos que atolam os meus filhos de brinquedos, os meus meninos continuam a ter muitos armários repletos de brinquedos por isso em vez de gastarem o vosso dinheiro em aumentar a colecção dos elegíveis para dar, sejam mais comedidos nas compras de brinquedos no Natal e aniversario dos petizes (façam uma vaquinha e comprem jogos para a PlayStation, comprem umas roupinhas giras, dêem- lhes livros ou dinheiro para eles pirem no mealheiro, que eles gostam) e canalizem o vosso dinheiro para comprarem bens alimentares para quem deles precisa. Vão ver que é dinheiro muito melhor empregue. Só para terem uma ideia, contas redondas,tenho perto de €1000 de brinquedos no carro. Mais algum esclarecimento ou já perceberam?
Uma das coisas que os meus filhos mais gostam aos fins de semana ( para além de me darem cabo da marmita, claro está) é de poderem adormecer na " cama da mãe" ( que por acaso, só por acaso, também é a cama do pai, mas que para eles é sempre referida como sendo a da mãe ).
Mas por vontade do pai eles nunca tinham esse pequeno prazer ( se calhar por isso é que lhe chamam a cama da mãe). Ou porque já é tarde, ou por que daqui a pouco tempo também quer ir para a cama, ou porque sim.
Hoje, já passava da meia noite, chegámos a casa e estávamos a preparar " a deita" quando, numa passagem pela cozinha, o Martim fez a pergunta da praxe. "Mãe, podemos ir para a cama da mãe ?". "Não sei Martim, já é tarde...", disse eu para o demover (sim porque depois há que levá-los ao colo, a dormir, "corpo morto", para a cama deles). "Vou perguntar ao pai".
E foi. Entrou na sala e perguntou ao pai se ele ia já já dormir e se podiam (ele e o irmão) ir para a " cama da mãe" . O pai, claro está, disse que não, que era tarde, que eles tinham que ir para a cama deles descansar, e outros argumentos que tal.
O Martim ouviu a resposta, saiu da sala, voltou à cozinha, e com o seu ar mais cândido e angelical disse: "O pai deixa".
Ri-me até mais não. Este miúdo vai longe!
Como não podia deixar de ser, como boa portuguesa que sou, também tenho uma opinião sobre o eventual/ eminente/ tão falado encerramento da MAC (Maternidade Alfredo da Costa), essa instituição hospitalar onde, de há muitos anos para cá, tem vindo a nascer grande parte dos lisboetas (em sentido lato).
Só que a minha opinião não coincide com a opinião que, de forma maioritária, tem vindo a ser expressada nos meios de comunicação social, nas redes sociais, nos cabeleireiros, paragens de autocarro e cafés. Ou seja, contrariamente ao que parece ser a opinião quase generalizada dos portugueses, não considero uma atrocidade, uma imoralidade nem uma vergonha o encerramento da dita.
E passo a explicar porquê.
O senhor António tem um carro de 1970 que tem tratado com todo o zelo e mesmo carinho, na tentativa de o preservar. Foi nesse carro que transportou os seus filhos à escola, que foi de ferias e que se deslocou para todo o lado durante os últimos 42 anos. Mas o carro já não reúne as mínimas condições de segurança e conforto. Já não aguenta uma viagem longa, tem uma manutenção caríssima e por mais dinheiro que se gaste com ele não passa de um carro velho e obsoleto. Perigoso até, para quem viaja com ele e para quem com ele se cruza na estrada.
É verdade que o senhor António podia substituir os bancos já gastos pelo tempo, pôr uns vidros eléctricos, mudar o sistema de travagem e mesmo o motor. Mas o investimento não iria compensar. Por isso, o senhor António despede-se do seu boguinhas ( com pesar, é certo) e compra um carro novo, moderno, com vidros eléctricos e ar condicionado, seguro, com ABS e sistema de travagem eficaz, e, imagine-se, até amigo do ambiente.
Consideram esta decisão do senhor António uma atrocidade, uma imoralidade ou uma vergonha? Eu cá considero que o senhor António tomou a decisão certa, que só peca por tardia. A partir de agora, o senhor António vai poder deslocar-se com conforto e segurança, sendo nessas condições que igualmente ira buscar os seus netos à escola e visitar a família à terra.
A D. Lurdes nasceu numa casa de construção precária num bairro degradado dos suburbios de Lisboa. Nessa casa cresceu, casou, teve e criou os seus filhos. Sem agua, sem luz, com uma casa de banho na rua. No inverno ainda usava o penico, pois sair da cama para a noite fria e escura custava muito. A determinada altura, a D. Lurdes conseguiu ligação à rede publica de agua, luz e saneamento, mas a sua casa continuava a não ter quaisquer condições de conforto, não obstante a D. Lurdes, mulher prendada e asseada, a ter sempre num brinco de limpeza e arrumação. Era uma casa velha, fria, húmida e apresentava já alguns sinais de degradação e insalubridade. As condições da casa punham inclusivamente em causa a segurança e a saúde de quem nela vivia e de quem a frequentava. Os netos da D. Lurdes nem queriam lá dormir!
É verdade que a D Lurdes podia fazer umas obras de raiz na casa, remodelando-a por completo, reforçando a estrutura e as paredes e equipando-a com alguns equipamentos modernos e que conferissem maior conforto aos seus ocupantes. Mas o investimento não iria compensar. Por isso, a D Lurdes despede-se da sua casinha ( com pesar, é certo) e muda-se para uma casa mais nova, um pequeno apartamento com alguns anos mas com muito melhores condições, com gás canalizado, transportes à porta e, imagine-se, até com aquecimento central.
Consideram esta decisão da D Lurdes uma atrocidade, uma imoralidade ou uma vergonha? Eu cá considero que A D Lurdes tomou a decisão certa, que só peca por tardia. A partir de agora, o D. Lurdes vai poder descansar na sua casa, quentinha e confortável como ao fim de uma vida de trabalho e labuta bem merece. E já tem condições para ficar com os seus netinhos, que adoram a casa nova. Principalmente o Manuel, que na casa velha ao fim de um par de horas, por causa da humidade, ficava logo cheio de pieira!
A MAC, é certo, é uma maternidade onde nasceram milhões ( não devo estar a exagerar) de portugueses, com um historial incrivel e admirável, que será sempre recordado. Mas uma maternidade não é suposto ser um museu. É suposto ser uma instituição clinica dotada de todas as condições, infra-estruturas, equipamentos, etc, , adequados a trazer crianças ao mundo e a prestar assistência médica a essas crianças e suas mães. Não é preciso ser um hotel de 5 estrelas, é verdade, mas também não tem que ser um curral.
E a MAC, meus caros, já há muito não reúne as condições que era suposto uma maternidade desta dimensão e envergadura reunir. As instalações estão velhas e obsoletas. Os equipamentos e meios clinicos disponiveis não estao preparados para dar resposta a determinados quadros clinicos decorrentes de complicações que afectam muitas das mulheres que lá vão parir e que em situações mais complicadas têm que ser transferidas para outros hospitais, com os riscos dai decorrentes. Conforto não existe, nem muito nem pouco, nenhum.
É verdade que se podiam fazer obras de fundo no edifício, mas o investimento não iria compensar e a MAC continuaria padecer de alguns problemas que a afectam ( nomeadamente o de apenas estar preparada para dar resposta às complicações com os bebes e nao com as suas mães).
Por isso, sou de opinião que esta é uma decisão correcta, que peca por tardia.
Outra questão é a de saber qual a alternativa proposta pelo Governo e se a mesma é viável ou se é pior a emenda que o soneto. Essa sim, a meu ver, a verdadeira questão que se coloca e que ainda não vi convenientemente esclarecida.
Não necessariamente por esta ordem de preferencia, gosto:
- de ovos moles de Aveiro, especialmente aqueles envolvidos em hóstia ( e cujas caixas conseguem durar, nas minhas mãos e nos dias de sorte, cerca de 30 minutos);
- de sol, seja ele na praia, no campo, no carro ou na varanda (desde que incida na minha pessoa faço uma espécie de fotossintese mas em vez de produzir oxigénio emano boa energia) ;
- de livros, daqueles que nos marcam para a vida ( lembro-me de alguns livros que li em criança, em adolescente ou há muito tempo como se os tivesse lido ontem - é o caso de "Rosa minha irmã Rosa" e de "Lote 12- 2 Fte." (ambos da Alice Vieira), dos "Filhos da Droga", da "Mãe de David", do "Diário de Anne Frank", entre muitos outros; dos que li recentemente vem-me imediatamente à memória o fantástico "Quarto de Jack");
- de caracóis, amêijoas e mariscadas (preferencialmente regados a bom vinho);
- de risottos, seja do que forem, e de comida italiana em geral;
- de conhecer novos países e lugares e, de uma maneira geral, de andar na gandaia;
- de pessoas bem dispostas e que me façam rir e de pessoas que me ensinem alguma coisa sobre qualquer assunto ou sobre a vida;
- de jantaradas e noites de copos de mulherada (e de onde qualquer homem, se se infiltrasse, sairia ao fim de um par de horas, corado até à ponta dos cabelos ou de outra extremidade que prefiram considerar);
- de filmes lamechas, com lindas (e irreais) estórias de amor e de algumas musicas hiper pirosas (é o meu guilty pleasure, confesso!)
- de música, de quase todo o género e feitio, nacional e não, pop, rock, hard-rock, Rap, popular, fado, enfim, quase tudo;
- de não ter hora pra acordar e de ficar na cama, na ronha, o tempo que me apetecer ( só o facto de saber que o posso fazer ja me chega, nem preciso de ficar);
- de marmelada com queijo ( pena ser tão calórico);
- de puré de maçã ( já estou a salivar);
- de ver o "Querido Mudei a Casa" , de revistas de decoracao e de idealizar e desenhar (arcaicamente, há que dizê-lo) os meus moveis, para depois os mandar fazer as "minhas criações";
- dos beijos e abraços dos meus filhos;
- de dar presentes, e tambem de os receber;
- de ter um blog.
E mais gostos ficam para outro post, que agora vou ali comer uns ovos moles envolvidos em hóstia.... Brincadeirinha, não vou nada que estou de alimentação controlada ( e infelizmente nao tenho cá ovos moles).
É por estas e por outras que já não sou desse clube...
...... http://www.rititi.com/2012/04/10/premio-vai-ao-cu-a-ti-bispos-intolerantes/

<< Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, a qual haviam gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia: "Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados".
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
"Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?"
"Diga, soldado."
"O que havia atrás da assustadora porta?"
"Vá e veja."
O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que à medida que o faz, raios de sol vão adendando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz: Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?>>
Um filme diferente mas um bom filme. A estupidez humana empolada mas, bem vistas as coisas, não muito longe da essência que cada vez mais reveste.
Matar ou morrer. Ou, para uma minoria, live and let live.

... as minhas pernas....
Nem consigo escrever mais, tenho as ideias toldadas pelo cansaço....
Ai...
Hoje, logo pela manhã, li esta reportagem da jornalista Sonia Morais Santos. Estava a tomar o pequeno almoço no café. Acho que algumas pessoas acharam que estava louca, outras terão pensado que recebi uma má noticia. Chorei que nem uma Madalena, e não é para menos.
Fica aqui o meu elogio a uma reportagem que nos toca o coração ( creio que toca mesmo aqueles que por vezes parecem ter uma pedra no lugar do dito) e à autora da mesma, a minha admiração pela coragem das quase mães e dos quase pais que tiveram a infelicidade de passar por esta situação e a minha singela mas sentida homenagem às crianças a quem desígnios incompreensíveis ( pelo menos para mim) não permitiram ter o colo que as esperava, em vão.
Um conselho: se estiverem gravidas ou prestes a serem pais, saltem este post e não leiam.
Leiam aqui
Como podemos ficar espantados com o estado deplorável em que se encontra este pais? A bem dizer não seria de esperar nada de melhor e é pura ilusão pensar que as coisas podiam estar diferentes...
Porquê? Porque este pais tornou-se (ou se calhar sempre foi) um pais de chicos-espertos, vigaristas e oportunistas, onde a corrupção tem estado sempre presente - corrupção nos altos meandros, claro, que nos "baixos" chamamos favorzinho mas sobre isso hei-de desabafar num outro post.
Vejamos.
Vivemos num pais em que os milhões recebidos para modernizar o país, para modernizar a agricultura, para equipar a industria, para formar as pessoas, foram utilizados para todos os fins menos para aqueles a que se destinavam. Os cursos de formação com fundos comunitários foram o que foram (mas encheram os bolsos a muitos empresários - e a muitos alunos, que recebiam o dinheirinho e tinham um certificado sem porem os calcanhares na formação ). Os subsídios aos jovens agricultores de 45 anos deram para comprar os jeeps giraços e potentes mas a agricultura nao se modernizou, até porque os senhores em pagos para não produzir e depois pagos porque não haviam produzido. Já os agricultores propriamente ditos, pessoas de trabalho e, em muitos casos, pouco letradas, só souberam dos apoios quando eles já tinham sido gastos pelos jovens agricultores de 45 anos e seus jeeps...
Vivemos num pais em que o anterior primeiro ministro, enterrado até às orelhas (ou deverei dizer até aos olhos?) em casos menos claros, saiu impune de todos eles ( e digo saiu porque até à data nada lhe aconteceu e, considerando que estamos em Portugal, o mais certo é que se mantenha este status quo) . No Freeport foi o que foi, mas o Sr. Eng. nem prestou declarações no DIAP ( isto não obstante o senhor secretario de estado envolvido ter chumbado o projecto e 3 meses depois, curiosamente após uma reunião do então Ministro do Ambiente ( o tal Sr. Eng) com os responsáveis do projecto, ter mudado o seu parecer). No caso da licenciatura foi o que foi (e é tão lamentável que nem vou sumariar) tendo agora vindo a publico escutas cujo teor nem sei bem como descrever ou qualificar (só me ocorre uma expressão : que vergonha). Isto para já não falar do apartamento na Rua Castilho em nome da mãe domestica que de repente passou a pensionista com uma reforma simpática e de tantos outros casos mal explicados.
Vivemos num pais em que o Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, apesar de ter visto confirmada pelos tribunais superiores a pena de prisão em que foi condenado, continua a pavonear- se pelo seu concelho e arredores, fumando o seu charuto, como se nada fosse....e de facto nada é, esta é que é a verdade...
Vivemos num pais em que todos os investimentos públicos derrapam vertiginosamente ( eu diria que derrapar é simpático, despistar,capotar, seriam talvez expressões mais adequadas): veja- se, como um exemplo entre muitos ( demais) o caso da Parque Escolar. O investimento capotou ( neste caso, como em muitos outros, deu variadissimas cambalhotas, mudou de sentido de transito e ficou feito num oito) não 50, não 100, não 250 mas cerca de 447 por cento (!!!), qualquer coisa como 1,3 mil milhões de euros (!!!!). Abstenho -me de grandes comentários mas que houve muita gente a meter dinheiro ao bolso nao tenho grandes duvidas...
Corrupção? Não! Favorecimentos? Que disparate. Falta de seriedade? Ná!
E triste triste é que neste pais à beira mar plantado só não rouba quem não pode, só não aproveita quem não tem oportunidade para tal... E isso é que tem feito de nós, enquanto país, aquilo em que nos tornámos. Um flop, um bluff, um pais onde o único futuro que se vislumbra é negro e sem luz ( sem túnel, eu diria).
Este pais tem bicho e a praga está tão disseminada que ainda esta para ser inventado o pesticida que o mate ou pelo menos o isole e o impeça de se reproduzir.
Há dias assim, em que ainda mal abrimos os olhos e mesmo antes de pormos os pés no chão, somos assolados por uma vontade incontornável de fazer gazeta...
Hoje acordei assim. E se bem o pensei, melhor o fiz! Preparei o Gonçalo para o pai o levar, deixei o Martim na escola, tomei um belo pequeno almoço no café, tranquilamente ( até porque tinha que fazer tempo) e rumei ao Doce Vita Tejo, onde cheguei antes de alguns funcionários que entravam à 10h.... Deambulei por lá durante quase 3 horas, entrei e sai de inúmeras lojas, fiz umas comprinhas ( bem jeitosas por sinal, e ainda por cima económicas, o que dá sempre jeito), escolhi uns livros, comi um snack e fui para o ginásio.
Depois de uma hora de PT ( que me deixou de rastos), de uma sauna e de um banho revigorante, almocinho saudável na esplanada, com o solzinho tãããoooo agradável que nem vos conto....
Ainda passei no Escritorio, para responder a uns emails, tratar de umas coisitas urgentes e trazer uma papelada que preciso para amanhã mas às cinco da tarde já estava a pirar-me para ir buscar os miúdos à escola e levá-los ao treino de futebol.
Verdade seja dita, senti-me um bocadinho culpada por esta inutilidade de dia.... Mas foi mesmo só um bocadinho (pouco) e passou depressa...
Para ajudar à alta produtividade do dia, nem tive de fazer jantar pois já estava feito (obrigada mãe, pelo empadão que, a propósito, estava delicioso).
Entretanto, lá tive que me dedicar a arrumar os meus armários, tirando dos ditos uma quantidade considerável de roupa que não visto há séculos nem prevejo vir a vestir nas próximas décadas (a minha Elisa amanha tem uns sacos jeitosos para levar), procedimento necessário para arrumar condignamente as minhas mais recentes aquisições e ainda deixar espaço para as novas peças da estação que hão- de vir....
Terminei já passava da meia noite e, deixem-me que vos diga, estou estafada! Diria mesmo que estava capaz de fazer gazeta outra vez amanha... Mas acho que o meu orçamento não ia aguentar pelo que talvez seja melhor deixar-me de merdas e ir trabalhar, produzir alguma coisa, em vez de ir gastar dinheiro e ainda por cima ficar com o trabalho todo pendurado.... E vai daí....

Hoje, pouco antes das 9 da manha, ia com os meus filhos no carro quando a Caderneta de Cromos me lembrou esta música. Foi cantar até mais não e ver os condutores de alguns carros que se cruzavam comigo na mesma figura. Acho que os putos acharam que eu não estava bem. O que vale é que já estão mais do que habituados....
Ainda não pedem dinheiro, nem pedem para sair à noite mas na essência é exactamente isto que se passa nesta casa.

Faz hoje 5 anos nasceste tu, meu bebé.
Com dia e hora marcada, lá rumámos ao HGO.
Eu desejosa de te ter nos meus braços (e cansada de te ter na minha barriga), marquei a data em que ias nascer, exactamente no dia em que completava as 39 semanas de gravidez.
Tu, que devias estar bem, quentinho e aconchegado, não querias nascer e resististe até à ultima, teimosamente, indiferente a todos os esforços (nomeadamente aos meus) para te pôr cá fora, mostrando desde logo a tua personalidade forte e vincada (e a tua teimosia).
Depois de um dia longo e muuuiiito difícil, eis que nasceste finalmente.
Eras LINDO.
Nesse momento em que te vi (sim, apesar de tudo lembrei- me dos óculos) e abracei pela primeira vez, em que senti o teu cheiro, em que beijei o teu narizinho e as tuas bochechas, todas as minhas duvidas sobre a minha capacidade para amar dois seres com a mesma intensidade se desvaneceram no ar. Era oficial: era possível e estava a acontecer.
Hoje, passados 5 anos, já não és o meu bebé. Cresceste. És agora um rapazinho, traquina, irreverente, desenvencilhado, inteligente, esperto, perspicaz e com MUITA piada. E com tanta energia que às vezes quase dou por mim a procurar o botão da pausa....
Levas-me ao desespero e fazes-me rir como ninguém. Continuas lindo. E continuo a amar-te. Cada vez mais. Cada dia que passa de uma maneira mais nossa.
E hoje, que és oficialmente um rapazinho, quero pedir-te desculpa, por te ter obrigado a nascer quando ainda não estavas preparado ( embora em relação a este ponto considere que estamos quites, pois vingaste-te bem, minha peste), por tantas vezes me esquecer que ainda és tão pequeno e exigir tanto de ti, por nem sempre te dar o tempo que mereces. E queria também dizer-te o quanto te amo, mas não consigo, pois é impossível por em palavras este amor tão grande, tão forte, tão animal, até, que sinto por ti. Por isso, digo- te só que te amo, muito, tudo.
Parabéns Martim. Parabéns filho.
Fiquei a pensar no meu post anterior e de repente recordei o telefonema que aí mencionei, o o facto de terem mencionado o programa da Júlia Pinheiro. E vai daí pus - me a pensar que a minha interlocutora falou na senhora D. Julia mas não mencionou o canal televisivo. E de repente lembrei- me que a D Júlia já não está na TVI mas sim na SIC.
Afinal os espiões não andam aí nas televisões, os canais é que aproveitam reportagens para continuarem a desenvolver os temas abordados na mesma em vários outros programas.
Já quanto aos malucos não se pode dizer o mesmo, continuam a andar aí...
E as minhas desculpas à D.Julia!
Acabei de ver a Grande Reportagem, no Jornal da Noite da SIC, sobre Stalking. Estou impressionada.
O mundo está cheio de malucos e isso é preocupante. E mais preocupante ainda é o facto de não fazemos ideia de quem eles são e por onde andam até se revelarem e enfernizarem a vida de alguém.
Uma palavra para aqueles que são vitimas destes doidos, uma palavra de coragem, de admiração, de respeito.
Uma curiosidade engraçada : há duas ou três semanas ligaram- me para o Escritório, identificando- se como sendo da produção de um programa da TVI( creio que da Júlia Pinheiro) e querendo saber se eu tinha sido a advogada do António Ribeiro dos UHF no caso do stocking (afinal era stalking). Como respondi que não era eu ( o nome profissional era parcialmente coincidente) a conversa ficou por ali. Hoje dá esta reportagem na SIC. Das duas três: ou ainda alguém a vender ideias de reportagem às televisões ou os jornalistas falam mais do que devem uns com os outros ou há espiões nos órgãos de comunicação.
É caso para dizer "Eles andem aí..."
Essas malvadas estão escondidas em todos os meus armários e gavetas, e multiplicam-se como coelhos !

E lá morreu mais um talento....
Uma vez mais, antes do que era suposto.
Uma vez mais como resultado de uma vida de excessos e desequilíbrios.
Estive a ver umas imagens e reportagens sobre a carreira da Whithney Houston e nao pude deixar de me impressionar com o que ela foi e com o que ela era agora... Drogas, álcool, excessos, violencia, distúrbios alimentares, relações conturbadas, um sem fim de pequenas tragédias....
De facto, não raras vezes, quem tem um talento excepcional, quase um dom, nao tem depois o equilibrio necessario para os poder fazer perpetuar, diria mesma para os poder aproveitar, falta-lhe tudo o resto, nao consegue viver de acordo com as regras deste mundo...e por isso parte cedo para o outro.
Quase que é caso para dizer que ainda bem que sou tão normalzinha e não tenho nada em que me destaque. Abençoada mediocridade :)
Por razoes que agora não vêm ao caso, e depois por pura autoflagelacao, estive este fim de semana a ver umas casas digamos, de primeira classe.
Vi em todos os sites e mais alguns e, como sou pessoa razoável, ignorei todas as que custavam mais de milhão e meio de aeirius...
E vi cada casa, linda, fantástica, espectacular, moradia, apartamento, isolada, em condomínio fechado ou não, no centro de Lisboa, no Parque das Nações, em Benfica ( condominio Grão Vasco, por exemplo), na linha, que nem vos conto!
E ainda dizem que o dinheiro não trás felicidade, uma gaita é que não trás... A falta dele é que nunca vi trazer felicidade alguma....
O que vale é que hoje encontrei uma nota de 50€ à porta de minha casa, já é um começo ....
Há por ai gente super fina, hiper bem, com cargos públicos estupendos ( e quiçá merecidos) , com trabalho social a registar ( pelo menos ao que tudo indica), com bom ar, lavadinhos e tudo, que nas relações privadas são uns verdadeiros trastes, escroques ou, em português de Portugal, FDP.
Ou pelo menos comportam- se como tal, não hesitando em ser pessoas pouco serias e pouco dignas para defenderem os filhos que puseram no mundo e que são uns meninos da mamã, mimados e más pessoas, agressores encapotados capazes de coisas que, olhando para eles, ninguém diria.
Eu também sou mãe, também amo os meus filhos, também estarei sempre ao lado deles mas - e espero não pagar pela língua- dificilmente me imagino a compactuar com certas coisas, a apoiar determinados comportamentos e atitudes, a servir de suporte a tanta canalhice.
E o que mais me preocupa ( e lixa) é que a influencia social, política e junto de alguns organismos sociais destas pessoas "chiques" é de tal ordem que são bem capazes de levar a melhor!
Mas quem os ouve falar...