...
Estou que nem posso Parte II
P... que o pariu !
mags
Estou que nem posso
Dormi 11 horas e à tarde mais uma soneca. Continuo podre e parece- me que a gripe está mesmo aí...
Estou que nem me aguento...
mags
Há que saborear a cenoura minha gente!
Bem sei que é importante andar para a frente, sempre atrás da cenoura, mas não será também importante darmos umas valentes dentadas na dita e saboreá-la, tirar os pedacinhos que ficam nos dentes, dar nova dentada?
Este ano vou celebrar todas as coisas boas que conseguir concretizar ou que pura e simplesmente me cairem no colo e vou morder a cenoura até mais não!
Está decidido.
O OE, esse documento importante
E dar uma vista de olhos é isso mesmo, dar uma vista de olhos, ler as gordas, nas matérias que me parecem mais importantes ou que me dizem alguma coisa ler mais ao pormenor, nas outras em que não percebo patavina passar à frente, enfim, dar uma vista de olhos.
Já faço isto há uns bons 10 anos e em cada Orçamento de Estado encontro sempre uma ou outra curiosidade, um ou outro ponto que me fazem questionar o porquê da respectiva inserção no OE.
Este ano deparei com o artigo 11º do dito OE, que passo a transcrever, e não pude deixar de pensar: F##Rss, será que sou eu que sou parva ou isto é materia de circular de serviço (e não de OE)? Até porque o "sempre que possivel" ajuda muito....
Cambada de atrasados!
Ai o sol, o sol, que me faz tão bem....
Fico quentinha, saloinha (por causa das rosetas nas bochechas e da figura de quem me vê a passar, toda enchouriçada) e tão bem dispostinha que até dá gosto.
Hum, que bom é o sol, tanto que eu gosto dele e que bem me faz à alma!
Eu no ginasio. As minhas pernas na m...
E decorridos que estão quase 4 dias completos desde o meu 1º treino assistido (ou deverei dizer forçado) ainda tenho umas p#$#s de umas dores nas pernas que não se aguenta!
Só de pensar que amanhã tenho nova sessão com o PT até já me está a dar um fanico....
A minha avó tem medo da velhice
Ontem fui visitar a minha querida avó, de 87 anos de idade.
E o que me custa pensar que a já nao terei por muito tempo, dados os seus 87 anos de idade e uma saúde que não é das melhores ( apesar de a minha avó já ser doente quase desde que me lembro dela) ...
Mas a minha querida avó está muito preocupada com a velhice que aí vem....
Não sei se é com a minha velhice ou se acha que ainda vai por cá andar mais 20 anos mas que está preocupadissima está.
Aqui fica um beijinho muito grande para a minha avozinha, que amo de coração.
Até daqui a 15 dias
Estou a precisar de descansar,recarregar baterias e apanhar sol.
Por isso hoje, num ataque de egoísmo, fui a uma agencia de viagens e comprei um pacote de ferias para as Maldivas SÓ PARA MIM et voilá: parto amanhã e só volto daqui a 15 dias.
E depois acordei...
E agora vou mas é dormir que amanha tenho um dia duro, e à noite tenho reunião da Associação de Pais ( mais valia ter apanhado uma bebedeira valente, nesse dia em que resolvi participar activamente na vida escolar do meu filho G.) e sábado tenho que trabalhar.
Podia ter sido pior....
O cenário era ainda pior do que pensava e, nessa perspectiva, nao foi mau....
Mas ficou cá um amargo de boca que nem vos conto.
Amanhã é um dia importante
Amanha começo um julgamento importante.
Importante para mim, que se conseguir reverter o status quo alcanço uma vitoria profissional digna de registo e publicação, de tão improvável que é consegui-lo.
Importante para a minha cliente, a quem a vida tem pregado tantas partidas e rasteiras, e colocado tantos obstáculos, que merecia agora que a verdade verdadeira se sobrepusesse a uma verdade habilmente montada (para a qual contribuíram, há que dizê-lo algumas atitudes impensadas e muitas mal pensadas).
Importante para uma criança prestes a completar de 3 anos e que se viu privada da sua Mae, com quem sempre esteve e que agora só vê ao fim de semana de 15 em 15 dias, não percebendo o porquê de tal acontecer.
Se conseguir que esta Mae ganhe tempo com a sua pequena filha dou por ganho o ano de 2012 e ficarei muito muito feliz.
Não tenho é muita esperança que isso aconteça ...
Bom dia Portugal!
Deve ter sido isto que o Afonso disse quando acordo, naquela longínqua manha de 1143...
Mas aposto que lá do castelo não tinha uma vista como esta!

Aqui em Guimarães
Aqui em Guimarães não está frio nem está orvalho, está é um frio do c....., motivo que me levou a recolher de imediato ao hotel e a dedicar- me ao trabalho.
Fui!

Yes Yes, é já daqui a 30 minutos
Vinha eu no comboio, concentradissima a preparar o meu julgamento de amanhã (ou seja, a rever pecas processuais apresentadas pelas partes, matéria provada e a provar, documentos que integram essas peças, a fazer tabelinhas de correspondência entre testemunhas e quesitos e a anotar algumas perguntinhas ao lado de cada quesito, para não haver hipótese de me esquecer de alguma coisa - sabem de que falo, os meus ilustres colegas de profissão) quando uns turistas septuagenários ingleses, sentados ao meu lado e separados de mim pelo corredor central da carruagem me perguntaram se eu saía antes ou depois de Coimbra.
Simpaticamente (como é alias meu apanágio) respondi que sairia depois ( pensando imediatamente que sairia muuiiiito depois).
Perguntaram- me então os turistas se podia avisá- los quando estivéssemos a chegar a Coimbra, pois não conseguiam perceber patavina ( tradução minha) do que dizia a lady do altifalante, ao que simpaticamente ( claro) acedi.
Até aqui tudo normal.
Ao chegarmos a Pombal, informei o simpático casal, de forma simpática, que Coimbra seria a próxima paragem. Eles perguntaram- me se demorava muito e eu, como não tinha a certeza de quanto tempo levaríamos até à cidade dos estudantes, perguntei ao meu vizinho da frente, tuga.
E eis senão quando o tuga- vizinho da frente se vira para os turistas e grita " são prai 20 ou 30 minutos".
De inicio não percebi bem o porquê do tom de voz tão alto, mas depois de o senhor repetir percebi: ele achou que se falasse alto e com a boca muito aberta ( como fez, não uma, não duas, mas três vezes) os beefs percebiam o que ele dizia!
Depois de traduzir, tive que me enfiar nos meus papeis para disfarçar a vontade de rir.
E não é que sem gritar nem abrir a boca os beefs perceberam o meu riso ?!!!!
Cá vou eu....
Depois de uma manha inteira no Estádio de Alvalade, na festa de aniversario do pestinha mais velho, cá estou eu na Estacão do Oriente, à espera do comboio que me levará a Guimarães.
Isto, claro, depois de ter preparado ao pormenor esta minha ausência do ninho familiar: tirar jantar para o meu homem fazer hoje, preparar mochilas para os miúdos levarem amanha para a escola, certificar que os trabalhos de casa estão feitos, preparar roupa para os miúdos vestirem amanha (considerando as actividades escolares previstas para o dia de segunda feira e por forma a não haver imprevistos com a indumentária) , preparar a mochila da natação do G., tirar jantar para a empregada fazer amanha e escrever o recado correspondente, enfim uma canseira!
Na verdade, uma canseira dispensável já que, diga- se em abono da verdade, com as indicações certas, melhor ou pior, o meu homem trataria de tudo e os miúdos fariam as actividades do dia, iriam vestidos para a escola e jantariam.
Mas como acho que sou insubstituível e que nada funciona nas devidas engrenagens sem mim...
E estou cá com uma vontadinha de fazer esta estopada de viagem que por momentos até me esqueço da estopada de julgamento que vou ter amanha, naquela linda cidade!
Esta vida não é fácil, não é não...
Se nao os sentes a tremer não está a acontecer
Nao deixem de ver e OUVIR!
Extraordinario, até eu estou aqui cheia de moral :)
http://www.youtube.com/watch?v=M_f6Txwc-kk&feature=share
Adeus Natal
Cá por casa foi hoje oficialmente encerrada a época natalícia: tirámos as bolas, as fitas e as luzes da árvore de Natal, desmontámos e arrumámos a dita, guardámos os pais Natal pendurados nas portas. Pró ano há mais....
Mas para não ficarmos muito tristes viemos os 3 ( eu e miúdos, que o meu homem está dedicado a afazeres profissionais) empanturrarmo-nos em pão de alho, pizzas e massas.
E que bem nos está a saber!

Uiiii
Tanta coisa para fazer e tão pouco tempo, nem sei por onde começar nem para que lado me virar...
Tantos à minha volta em crise, financeira, conjugal, existencial ( as duas ultimas fortemente agravadas pela presença da primeira)....
Dá para entrar em modo pause e voltar, digamos, em Julho (que em Agosto quero ir de férias)???!!!

O que eu queria mesmo era ser Dondoca profissional
É com algum desalento que chego à conclusão que o que eu queria mesmo mesmo mesmo era não ter de trabalhar.
Desalento porque tal não é possível.
Desalento porque tal não me parece vir a ser algum dia possível.
Desalento porque tal conclusão é uma constatação de uma certa ( e forte) preguiça e falta de vontade para tudo e mais alguma coisa que se tem vindo a apoderar de mim de há uns anos a esta parte.
Desalento porque ando há já muito tempo a enganar- me a mim própria, a quem tenho tentado convencer que gosto muito do que faço e que o problema é o contexto em que estou inserida e o modelo de exercício da profissão.
Balelas, mentiras! Estou farta, tudo me chateia, não tenho paciência para nada, pouco faço com verdadeiro prazer, em termos profissionais.
E como, após muito pensar (em varias fases da minha vida ) acerca do que gostaria realmente de fazer profissionalmente, do que me realizaria mesmo, não chego a conclusão alguma, tudo leva a crer que o que me faria muito mas muito feliz e realizada era ser Dondoca : acordar cedo ( ok, resigno- me a esta inevitabilidade de quem tem filhos em idade escolar, por ainda muitos anos), preparar as crianças para a escola, levá-las mesmo à escola, tomar o pequeno almoço tranquilamente num café simpático a ler as notícias do dia no meu IPhone, ir ao ginásio, treinar tranquilamente e sem pressas, fazer uma sauna e um jacuzzi, tratar de assuntos pessoais e familiares, almoçar com uma amiga, fazer umas comprinhas, ir para casa escrever alguma coisa, ler um livro ou dormitar, ou então fazer uma massagem ou uma limpeza de pele, ir buscar os miúdos à escola cedo, ir ao parque com eles, ir para casa, ajudá- los a fazer os trabalhos de casa, pôr o jantar a fazer e enquanto ele se faz dar banho aos miúdos e brincar um bocadinho com eles, jantar cedo, deitar os miúdos cedo, tudo sem stress....
Eu merecia, juro que merecia!
Pronto, já disse.
Exacto....
As crianças têm de facto uma saídas engraçadas. Ora vejam só.
Eu e pestinha G. no balneário do ginásio, ambos meio despidos e em processo de "equipamento", ele para a aula semanal de natação, eu para o regresso à actividade física monitorizada (sim porque no que respeita ao exercício físico "livre" - tipo trabalhar, ir às compras, carregar os 15 sacos para o carro, tirar os 15 sacos e as 3 mochilas do carro para casa, arrumar a casa, preparar as coisas para os miúdos levarem para a escola no dia seguinte - não esquecendo, claro está, os equipamentos da actividade desportiva que cada um deles vai ter, o que implica algumas interrupções ao processo para checkar se estou bem situada no dia, nomeadamente mediante a consulta dos horários pendurados no frigorifico -, arrumar as coisas quando vêm da escola, pôr a roupa na maquina, estender a roupa, apanhar a roupa, fazer o jantar, pôr a louça na maquina, arrumar a cozinha, tirar a louça da maquina, etc, etc, etc - tenho sido uma menina assídua e exemplar).
Bem, estávamos nós nesses propósitos quando olhei para os ténis novinhos em folha que o meu filho pediu e recebeu como presente do seu sétimo aniversario ( uns ténis DC) e que insistiu em estrear nesse dia, levando-os para a escola contra as recomendações aqui da mumy (que tentou demove-lo, sem sucesso, desse intuito por prever que com "utilização escolar" a vidinha dos ditos ténis não seria longa, como sucede com todos os outros e também com as calças, facto que já desisti de tentar compreender, contrariar ou evitar, antes optando por vestir e calçar o G. Para a escola com os modelitos mais gastos e remendados que tem e que usa basicamente até se desfazerem, o que também nao demora muito, na verdade).
Ao olhar para os ditos ténis, verifiquei que, como se esperava, os mesmos já apresentavam algumas raspadelas ( será que os miúdos se metem de quatro a rastejar, com o expresso propósito de dar cabo dos ténis ?), e disse- lhe: " vês G. como a mãe tinha razão, levaste os ténis um dia para a escola e já estão raspados à frente..."
Ao que o G. respondeu, com um ar muito solene e ao mesmo tempo que se continuava a despir: " ó mãe, eu sei que não é certo o que eu vou dizer, mas ouve e nao e zangues, que é mesmo assim, o P. também tem uns ténis destes que estão assim todos cagados e fica bem fixe" ( o P.é o meu afilhado, de 11 anos e ídolo dos meus filhos).
Tive que me virar para me rir (ainda me ocorreu baixar-me, fingindo apanhar qualquer coisa do chão, para ele não me ver a cara, mas como estava de cuecas fio dental e tinha gente atras de mim achei por bem não o fazer), que teve mesmo piada!
Happy New Year
Estou um tanto ou quanto assustada pois nesta passagem de ano não cumpri nenhum dos passos que, pelo simples facto de serem respeitados, permitem que o ano que começa nos traga aquilo que mais desejamos, mesmo que o nosso desejo seja impossível ou de difícil concretização.
À ber.
Não comi passas, nem me lembrei delas antes das 3 da manhã (ou teria sido no dia a seguir?)
Não segurei nenhuma nota no ar ( nem uma moedita sequer, que eu sou gaja de multibanco e não uso dinheiro, circunstancia que já me tinha trazido alguns dissabores embora de menor gravidade que este que acabo de descrever) com um pezinho igualmente em suspenso ( estavam os 2 bem assentes no chão, pelo menos à meia noite ... já mais tarde...).
Não pedi nenhum desejo em especial ( nem em geral ).
Não vesti cuecas azuis, nem tão pouco cuecas novas nem sequer estava sem cuecas ( que numa versão mais moderna, segundo tenho ouvido dizer, pode ser uma opção)
Ou seja, assim de repente prevejo ter um 2012 de merda, previsão que me ocorreu quando me consciencializei destas minhas falhas graves.
Por outro lado - pensei logo de seguida - nos anos em que engoli as passas quase a vomitar-me (que foram todos os outros da minha existência, pelo menos desde que tenho memória) também não tive anos por aí além, ou, melhor dizendo ( não vá estar algum ente superior a ler este post) não me recordo de nenhum dos desejos específicos que pedi de pé no ar se tenha concretizado.
Não sei se foi porque detesto passas e, assim sendo, não as comi com gosto e verdadeiro prazer, antes agoniando a cada desejo.
Não sei se foi por, em muitas das passagens de ano de que me recordo, as passas que me calharam serem do tamanho de castanhas, o que aumentou significativamente a agonia.
Não sei se foi por, pelo menos para mim, não ser fácil pensar em desejos ao ritmo das badaladas ao mesmo tempo que enfio as horrendas ( e muitas vezes gigantes) passas pela goela abaixo, bebo champanhe (que ainda por cima odeio), beijo os mais próximos, abano a nota, tudo com um pé no ar, ufa que é uma canseira tal que uma pessoa só quer é despachar- se e deseja o que esta mais à mão de semear no pensamento ( ter saúde, ter dinheiro, ser feliz, bla bla bla) e meia dúzia de coisas parvas que depois já nem se lembra o que foi.
Posto isto, dou a mim mesma o mês de Janeiro para pensar nos desejos que quero ver concretizados neste ano que agora começa, fazendo uma interpretação extensiva da expressão " o Natal é quando o Homem quiser" .
E já pensei em alguns, a saber:
- ter saúde
- ter dinheiro
- ser feliz
Completamente diferente, quando há ponderação!
Happy New Year!
