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Quando pensas que não pode ser pior...

Depois de uma segunda feira a fazer adivinhar (mais) uma semana dificil, eis as horas seguintes da mags:

23h40 - Derreada, a mags vai deitar-se e lê um pouco até que é vencida pelo cansaço, arruma o livro e fica a ver televisão. 2 minutos depois a mags dormita.

00h15 - A mags acorda saranpantada, tira os óculos e apaga a TV, por forma a dormir uma bela noite de sono.

00h16 - Espantosamente,  e quando nada o indiciava,  a mags é acometida por uma subita insónia e não consegue dormir, o que faz com que comece a pensar no dia seguinte e no trabalho que a espera.

00h40 (mais coisa menos coisa) - O bebé que habita o andar de cima, recentemente nascido e chegado ao prédio, começa a sua birra diária e berra como se não houvesse amanhã. Raios partam o moço, que passa a vida a chorar e todos os dias faz uma birra nocturna, daquelas que até lhe falta o ar antes de cada golfada de choro, como se suspendesse a respiração a ganhar fôlego para, da próxima vez, gritar ainda mais e mais furiosamente, estão a ver? Pois, é esse choro mesmo, aquele que nos faz ter pensamentos homicidas do tipo "vou lá acima e afogo-o no bidé" ou "se lhe tapar a cabeça com uma almofada talvez se acalme ou então deixe de respirar,  vá, só por um bocadinho..."

01h45 - Depois de a criatura (finalmente) se calar, a mags continua às voltas na cama, sem conseguir dormir,  enquanto o seu homem (o da mags) dorme que nem um passarinho, mas um passarinho de respiração forte e pesada, que não é bem um ressonar mas que depois de 2 horas de insónia e 1 hora de choro da criatura de cima também desperta na mags, a espaços,  instintos assassinos. Finamente, a mags lá adormece. E assim continua,  a dormir o seu sono de princesa, até que às

06h20 - Começa a tocar o alarme da garagem do prédio das traseiras, para as quais dá o quarto da mags. Um som ensurdecedor,  irritante, enervante,  desesperante, que sobressai no silêncio da noite como um pum sobressai no elevador, estão a ver a ideia? Não dá para abstrair.... A mags acorda furiosa e fica a ouvir o filha-da-puta do alarme, que vai não vai toca porque parece que alguém que trabalha por turnos entra ou sai da garagem sem accionar devidamente o mecanismo. Sim, um cabrão qualquer que dia-sim-dia-não brinda a vizinhança com este acordar a horas impróprias e desta maneira que estraga logo o dia.

06h40 - O alarme continua a tocar, cala-se e volta a tocar, cala-se a volta a tocar. A mags e o seu homem estão acordadissimos e a insultar o cabrão filha-da-puta paneleiro do vizinho e do alarme, chamam a policia que isto já dura há meses e estão a pontos de matar alguém. E uma vez que a criancinha do andar de cima já se calou...

06h50- O alarme cala-se mas, no silêncio da noite,  alguém resolve descansar o dedo na campainha da casa da mags. É a policia. Veio dizer que não podem fazer nada pois só podem levantar auto de contra ordenação se o alarme tocar durante 30 minutos, ininterruptamente. Estão a brincar, certo? Errado.

Mags e seu homem traçam um plano: das próximas vezes que isto acontecer voltam, apesar de tudo, a  chamar a policia (desta vez sem dizerem onde moram, para os senhores agentes não virem outra vez repousar o dedo na campainha do palácio durante a madrugada), calçam os tenis e vão tocar a todas campainhas do prédio das traseiras em causa (se a mags não dorme eles também não hão-de dormir, ou pensam que o facto de os seus quartos darem para o outro lado e o alarme não os incomodar por aí além os livra de resolverem o problema, que por acaso existe no predio deles?).
Hoje a mags já foi queixar-se à administração do prédio vizinho, partilhando os seus planos de acordar toda a gente caso o alarme volte a tocar durante uma hora na madrugada e solicitando que resolvam o problema ou desliguem o alarme (até porque se a ideia é prevenir assaltos não parece que tenha muta eficácia pois uma vez que está sempre a tocar já ninguem lhe liga nenhuma a não ser porque não dorme).

Agora a mags vai pôr os ténis e o duffy a jeito e vai deitar-se. E como todas as campainhas são todas as campainhas, talvez a mags acorde, daqui a nadinha, os seus amigos L. E F., que moram no predio do alarme maldito!

Olha, nem de proposito...

Inspira, expira, não pira.

Trabalhar,  trabalhar, trabalhar.  Tem sido esta a minha vida. Tudo urgente. Tudo para ontem. Tanta coisa para amanhã.
Depois de uma semana non stop, sem tempo para nada, sem por os pés no ginasio, sem uma preguiça,  sem um tempinho de ronha, sem um intervalo ou mesmo um abrandar de ritmo, eis que se inicia outra semana, que se adivinha ainda pior. Prazos que não param.  Assuntos (e clientes) que não esperam. Imbróglios em catadupa. Problemas e dramas de manhã à noite, sem hora de almoço ou pausa para lanche.
Fod#$#&, que car#$%=to, é o que me apraz dizer. Estou tão fartinha, tão fartinha senhores!

Queimar tempo que não se tem

Este ano, pela primeira vez na vida, inscrevi-me no sistema de apoio judiciário.
Para quem não sabe, isso implica, entre outras tarefas, que seja nomeada para escalas no Tribunal, a fim de assistir, em diligências judiciais, arguidos que não tenham advogado constituído ou em que o advogado constituído/nomeado oficiosamente se balda à diligência.

Hoje estou de escala. E constato que também aqui há crise: poucos criminosos e nenhuns advogados baldas.

Estou, portanto, a queimar tempo precioso da minha semana porque com a preguiça não trouxe o computador e nem sequer posso ir trabalhando noutras coisas que bem podia ir adiantando, que isto dos tablets é muito giro mas não dá para trabalhar a sério. E se tenho coisas para fazer!

Estou capaz de ir bater à porta do juiz para voluntariamente me submeter a julgamento por estupidez. Ou então para ver se ele me deixa usar o seu computador...

Queimar tempo que não se tem

Este ano, pela primeira vez na vida, inscrevi-me no sistema de apoio judiciário.
Para quem não sabe, isso implica, entre outras tarefas, que seja nomeada para escalas no Tribunal, a fim de assistir, em diligências judiciais, arguidos que não tenham advogado constituído ou em que o advogado constituído/nomeado oficiosamente se balda à diligência.

Hoje estou de escala. E constato que também aqui há crise: poucos criminosos e nenhuns advogados baldas.

Estou, portanto, a queimar tempo precioso da minha semana porque com a preguiça não trouxe o computador e nem sequer posso ir trabalhando noutras coisas que bem podia ir adiantando, que isto dos tablets é muito giro mas não dá para trabalhar a sério. E se tenho coisas para fazer!

Estou capaz de ir bater à porta do juiz para voluntariamente me submeter a julgamento por estupidez. Ou então para ver se ele me deixa usar o seu computador...

Queimar tempo que não se tem

Este ano, pela primeira vez na vida, inscrevi-me no sistema de apoio judiciário.
Para quem não sabe, isso implica, entre outras tarefas, que seja nomeada para escalas no Tribunal, a fim de assistir, em diligências judiciais, arguidos que não tenham advogado constituído ou em que o advogado constituído/nomeado oficiosamente se balda à diligência.

Hoje estou de escala. E constato que também aqui há crise: poucos criminosos e nenhuns advogados baldas.

Estou, portanto, a queimar tempo precioso da minha semana porque com a preguiça não trouxe o computador e nem sequer posso ir trabalhando noutras coisas que bem podia ir adiantando, que isto dos tablets é muito giro mas não dá para trabalhar a sério. E se tenho coisas para fazer!

Estou capaz de ir bater à porta do juiz para voluntariamente me submeter a julgamento por estupidez. Ou então para ver se ele me deixa usar o seu computador...

Queimar tempo que não se tem

Este ano, pela primeira vez na vida, inscrevi-me no sistema de apoio judiciário.
Para quem não sabe, isso implica, entre outras tarefas, que seja nomeada para escalas no Tribunal, a fim de assistir, em diligências judiciais, arguidos que não tenham advogado constituído ou em que o advogado constituído/nomeado oficiosamente se balda à diligência.

Hoje estou de escala. E constato que também aqui há crise: poucos criminosos e nenhuns advogados baldas.

Estou, portanto, a queimar tempo precioso da minha semana porque com a preguiça não trouxe o computador e nem sequer posso ir trabalhando noutras coisas que bem podia ir adiantando, que isto dos tablets é muito giro mas não dá para trabalhar a sério. E se tenho coisas para fazer!

Estou capaz de ir bater à porta do juiz para voluntariamente me submeter a julgamento por estupidez. Ou então para ver se ele me deixa usar o seu computador...

Agora já sei...

Aqui há uns meses coloquei extensões no cabelo. Retirei-as hoje. Agora já sei como se sentem os caniches quando vão à tosquia...

It's a Girl!

Recebi agora a noticia de que o feijão do primo do meu coração é uma menina. Uma menina!
A-D-O-R-O!

É parte de mim que se vai...

Tenho (ainda) um sinal nas costas que me acompanha desde sempre, não sei se desde a nascença mas pelo menos desde que me lembro de mim.
Agendei para hoje a remoção desse sinal, que apesar de pacífico tem vindo a crescer.
Sinto já uma nostalgia pela parte de mim que vai à vida...

Será que parece mal pedir para pôr o sinal num frasquinho com álcool e levá-lo para casa, para não o perder de vez?

Dia do Pai

Confesso que não sou muito dada aos dias instituídos como sendo dias de alguma coisa: Dia do Pai, Dia da Mãe,  Dia da Criança,  Dia da Mulher, entre outros, são dias que não me dizem nada em especial, em que não sinto nenhuma emoção diferente da dos outros dias...

Hoje, Dia do Pai, tal como em todos os outros dias da minha vida, amo o meu Pai.
Hoje, Dia do Pai, tal como em todos os outros dias da minha vida, agradeço ao meu Pai por me ter dado educação,  principios, valores e oportunidades.
Hoje, Dia do Pai, tal como em todos os outros dias da minha vida, peço ao universo que me continue a brindar com a companhia do meu Pai, que lhe dê saúde e muitos anos de vida. Sem doenças.  Com qualidade de vida.
Hoje, Dia do Pai, tal como em todos os outros dias da minha vida, sinto um nó na garganta quando me ponho a pensar que um dia ele me pode faltar.

A única coisa de diferente, hoje, Dia do Pai, é que sinto uma especial compaixão por quem já perdeu o seu Pai, por quem o perdeu antes do tempo aceitável e expectável, por quem nunca o conheceu e por quem, tendo-o, não o tem (o que é capaz de ser o pior dos cenarios).

Neste dia, o meu beijinho vai para o meu pai mas vai também para os filhos sem Pai e para as mães dos filhos que tendo pai não o têm, porque o perderam ou porque ele se perdeu e os deixou perdidos. Essas Mães, que são também Pais, são umas valentes e merecem, também hoje, ser homenageadas.

Tirem esta mulher daqui!

Até agora sempre vivi feliz e contente com a senhora portuguesa do Google Maps do meu telemovel.Apesar de umas calinadas no português, de quando em vez, a senhora expressava-se com um tom de voz agradável, de forma perceptível,  enfim, tudo corria bem entre nós. 
Nada levava a adivinhar que, de um dia para outro, sem justificação ou aviso prévio, a senhora desaparecesse sem deixar rasto, fazendo-se substituir por uma piriguete brasileira que fala com favas na boca e dá entoações às palavras que não lembra a ninguém.
Senhores da Google, considerando que me parece bastante desagradável terem feito esta substituição sem me consultarem ou sem sequer me informarem e atendendo a que nem sequer me entendo com a nova contratação,  agradeço que tirem esta senhora do meu telemovel e me mandem novamente a senhora portuguesa. Agradecida.

É isto!

Tanta roupa e nada para vestir

Tenho ideia de ja ter passado os olhos por um qualquer livro com este título.  Não fui eu que o escrevi.  Mas podia ter sido...
Estava capaz de renovar o meu guarda roupa todinho, de me meter num shopping e só sair de lá dois dias depois, com uma procissão de sacos de trapinhos novos atrás. E sapatos. E malas. E cuecas e soutiens. E pulseiras e fios. E tudo, tudo, tudo. Tudo novo, a estrear. Era um ver-se-te-avias de cortar etiquetas. Era o meu sonho consumista. Era tão bom.
Mas não pode ser, não tenho tempo. Esta semana vai ser de cão (de cão de rua, não de cão de madame, entenda-se). Só por isso, por causa da falta de tempo...

Gosto do meu bairro!

Gosto do movimento.
Gosto de sair de casa, tomar o pequeno almoço no café, cheio de gente, de passar pela papelaria e pelo supermercado, de andar mais meia duzia de passos e comprar alguma coisa que preciso na loja do chinês, de ir ao sapateiro, ao cabeleireiro, ao multibanco,  à farmácia,  à churrasqueira, ao ginásio, tudo sem pegar no carro.

Gosto de ir com os miudos ao parque, eles de bicicleta, eu a pé.  Eu sento-me no banco de jardim a folhear uma revista, eles estacionam a bicicleta e vão jogar à bola. Entretenho-me à conversa com alguem conhecido que passa ou que também está no parque. Os miúdos entretanto já encontraram colegas de escola de um ou de outro e estão entretidos. 
Na volta eles pedalam e esperam por mim no fundo da rua, para atravessarmos todos juntos. Encontramos uns amigos que também moram no bairro e vamos todos lanchar.  Os miudos brincam. Nós conversamos. 
Tenho amigos por perto. Os miudos tambem. Tenho tudo à mão de semear. Sem pegar no carro. A 5 minutos a pé de um centro comercial. A 1 minuto de carro de acessos para todo o lado.
Adoro o meu bairro.
Se me saisse o euromilhoes e pudesse comprar uma mansão na Quinta da Marinha ia ficar triste por deixar o meu bairro. Mas, pensando melhor, com a terapia adequada (terapia dondoca de choque) rapidamente me punha fina.

E ainda há gente que diz que não precisa de ninguém!

Este fim de semana estou sozinha com as crias.
A cria mais velha teve jogo de futebol às 08h30 da manhã, tem uma festa de aniversário em Mafra às 14h30 e outra na Venda do Pinheiro às 16h30.
A cria mais nova tem uma festa de anos dupla na Amadora às 14h00.
Temos todos uma festa de aniversário em Odivelas, a partir das 16h00.

Ora, assim visto de repente,  pareceria um fim de semana de loucos, para a mãe das crias.
Mas como os amigos da cria têm mães e pais fantasticos, a mãe das crias recorreu à ajuda dos ditos para não dar em doida.
Obrigada Patricia por dares boleia à cria mais velha e a levares ao jogo, dispensando assim a cria mais nova de se levantar às 07h30 da manhã.
Obrigada Paulo por dares boleia à cria mais velha e a levares à festa das 14h30, dispensando assim a mãe da cria de andar a correr entre Amadora e Mafra.

Quem tem amigos e pessoas prestáveis à volta tem tudo. E fica assim dispensada de ter um fanico.

Três bon!

Volver by Chakal. Muito bom. Entrada divinal. Prato principal excelente. Vinho maravilhoso. Conpanhia 5 estrelas. Vinho maravilhoso. Ah já falei do vinho?

Ai...

Fui ao ginasio. Aula de GAP e 10 minutos a correr na passadeira (vá,  8). Sauna e jacuzzy. Estou pronta para dormir. Mas não.  Vou jantar fora e dançar até de manhã. Pronto, até meio da noite que já não aguento mais que isso.
E amanhã é outro dia. Estou em crer que é o dis em que vou fazer de morta.

Fomos ao mercado

Eu e o Martim. Tomámos o pequeno almoço e fomos ao mercado. Ele adorou.  Falou com pessoas de todas as bancas,  fez perguntas,  apreciou o amanhar do peixe, fez conversa até mais não. E no final concluiu que gosta mais do mercado só mercado do que do supermercado.

Yes, indeed...